Depois da aventura pela Estrada Nacional 2 no ano passado, um grupo de dez amigos e empresários luso-franceses liderado por Benjamim Duarte, Rui Caminho e Jorge Silva voltou à estrada entre 20 e 24 de maio para uma nova viagem de bicicleta entre a Ericeira e Vilamoura.

Espírito da aventura diferente: menos competição e mais convívio
“É um percurso mais curto. Vai ser mais no tema da descontração”, explicou Benjamim Duarte, recordando que a travessia do ano passado, de Chaves até Faro, teve também uma componente de desafio físico mais intensa.
Agora, o objetivo passa sobretudo por desfrutar da viagem e da amizade entre os participantes ao longo de mais de 300 quilómetros desta iniciativa.
Além dos ciclistas, as suas mulheres terão também um papel especial nesta edição.
“As nossas esposas vão visitar e nós vamos pedalar”, afirmou Benjamim Duarte, destacando o ambiente de união que se vive no grupo, que inclui uma carrinha de apoio durante todo o percurso.
A experiência da Nacional 2 marcou todos participantes. Mais do que os quilómetros percorridos, ficou o fortalecimento dos laços de amizade entre franceses e emigrantes portugueses que partilham a mesma paixão pelo ciclismo.
“A nossa maior lição foi o grande prazer de estar com estes amigos emigrantes franceses. Passámos momentos inesquecíveis”, sublinhou Jorge Silva.
O sentimento é partilhado pelos restantes elementos do grupo, sobretudo pelos participantes vindos de França.
“Estou particularmente contente de pedalar com meus amigos portugueses e de atravessar esta bela região e de descobrir a Vilamoura”, disse Jacky Dufier, um dos participantes franceses.
Amizade que continua a ganhar quilómetros
Para o grupo, estas viagens representam muito mais do que um simples desafio desportivo. A amizade continua a ocupar o lugar principal, acompanhada pela superação física e pela experiência humana proporcionada pela convivência ao longo da estrada.
“Antes de mais, a amizade. Depois a parte desportiva e a experiência humana”, resumiu Rui Caminho.
O ciclismo surgiu como solução para uma vontade
A ideia destas aventuras nasceu de forma espontânea, numa conversa entre amigos, em que Benjamim Duarte, Jorge Silva e Rui Caminho decidiram por em prática. Inicialmente, o plano passava por percorrer a Nacional 2 de mota. Contudo, como alguns dos elementos não tinham carta de condução para motociclos, a solução surgiu naturalmente: fazer a viagem de bicicleta.
Quando chegarem a Vilamoura, o sentimento esperado é simples: missão cumprida e todos em segurança.
“O mais importante é chegarmos todos com saúde e que tudo corra bem até lá abaixo”, afirmou Rui Caminho, destacando o convívio que os esperava no fim da aventura.
Na altura desta entrevista, o desafio ainda mal tinha começado. Contudo, o próximo objetivo já está em mente, segundo Benjamim Duarte.
“Já nos está a meter medo com a Serra da Estrela”, brincou José Lopes, referindo a meta a cumprir no próximo ano.











