Entre 27 e 29 de março, o Espaço Chevreul, em Nanterre, acolheu a 21.ª Feira de Produtos Portugueses, organizada pela ARCOP. Ao longo de três dias, 28 municípios portugueses apresentaram o melhor da sua gastronomia, vinhos e tradições culturais. Assim, o evento recriou um ambiente genuinamente português nos arredores de Paris, atraindo centenas de visitantes.
Além disso, a diversidade de produtos e o ambiente festivo conquistaram tanto a comunidade portuguesa como o público francês. Por conseguinte, a feira voltou a afirmar-se como um ponto de encontro essencial para celebrar a identidade nacional fora de Portugal.

Crescimento e reconhecimento ao longo dos anos
Segundo Manuel Brito, presidente da ARCOP, a consistência do evento explica o seu sucesso contínuo. “A feira apresenta todos os anos novidades e sinto-me muito contente, porque são sempre superiores às dos anos anteriores”, afirmou. Acrescentou ainda: “Este ano contámos com o grupo Kalhambeke e cerca de 600 pessoas participaram no jantar inaugural, ultrapassando o ano passado”.
De facto, a iniciativa começou em 2003 com apenas três municípios. Entretanto, cresceu de forma sustentada até atingir a dimensão atual. “Hoje já não temos capacidade para mais”, explicou Manuel Brito, sublinhando as limitações do espaço.
Por outro lado, o responsável destacou o carácter único da feira: “Tenho autarcas que visitam comunidades por todo o mundo e dizem que esta iniciativa não tem comparação fora de Portugal”.
Presença institucional reforça importância
A feira contou, pela primeira vez, com a presença do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa. O governante mostrou-se impressionado: “Estou verdadeiramente maravilhado. Sente-se aqui um bocadinho de Portugal, a nossa língua e hospitalidade”.
Além disso, destacou o papel do evento na preservação cultural: “Estes momentos mostram um povo trabalhador e reforçam o orgulho naquilo que somos”.
Também Mónica Lisboa, cônsul-geral em Paris, elogiou a organização: “A ARCOP demonstra uma capacidade de mobilização extraordinária. Os municípios apresentam cada vez mais qualidade e inovação”.
Já Raphaël Adam, presidente da Câmara de Nanterre, valorizou o impacto local: “Esta feira tornou-se um espaço de reencontro e representa uma grande riqueza para a cidade”.
Municípios promovem produtos e identidade
Os municípios participantes trouxeram produtos emblemáticos como enchidos, vinhos, mel e doçaria. Nesse sentido, Antero Barbosa, presidente da Câmara de Fafe, explicou: “A nossa presença deve-se ao respeito pelos emigrantes e à vontade de lhes mostrar reconhecimento”.
Por sua vez, Nuno Ferreira, de Freixo de Espada à Cinta, participou pela primeira vez e destacou o acolhimento: “O carinho e a valorização dos nossos produtos justificam plenamente a nossa presença”. Acrescentou ainda: “Portugal e França partilham um só coração, que são os emigrantes”.
Também Vítor Correia, de Mirandela, sublinhou a ligação emocional: “Trazer os nossos produtos permite despertar memórias e aproximar-nos da nossa comunidade”.
Um ponto de encontro para a comunidade
Entre os visitantes, Laeticia Dias destacou a experiência: “É um grande prazer reencontrar produtos que já conheço e descobrir novas especialidades”.
Em suma, a Feira de Produtos Portugueses em Nanterre consolidou o seu papel como evento de referência. Por um lado, promove a cultura e os produtos nacionais; por outro, reforça os laços entre Portugal e a sua diáspora. Consequentemente, a iniciativa continua a crescer e a afirmar-se como símbolo de identidade e união.



