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Candidatura às presidenciais de Gouveia e Melo já é oficial

Candidatura às presidenciais de Gouveia e Melo já é oficial (Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA)

O Almirante Henrique Gouveia e Melo apresentou oficialmente a sua candidatura à Presidência da República. A cerimónia decorreu no Porto, esta sexta-feira, 31 de maio. Durante o jantar de apoio, foi anunciado que Rui Rio será o mandatário nacional da candidatura.

Desde logo, Rui Rio traçou o perfil de Presidente que considera essencial para o país. Para ele, Portugal precisa de liderança firme e equilibrada.

“Portugal precisa de um Presidente que não se perca no comentário avulso, mas que se concentre no que é nobre e estruturante”, afirmou.

Mais coragem e menos dependência do curto prazo

De acordo com Rui Rio, o país vive bloqueado. Por um lado, há problemas antigos por resolver. Por outro, falta coragem política para mudar.

Além disso, criticou a falta de competência na ação governativa. Em sua opinião, muitas das dificuldades atuais resultam da inércia de décadas.

Rui Rio, mandatário da campanha às presidenciais de Henrique Gouveia e Melo (ausente da fotografia, aplaude durante o jantar de apresentação da candidatura à Presidência da República, evento promovido pela Associação Cívica Honrar Portugal no edifício da Alfandega, no Porto, 31 Maio 2025. MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

“Tem faltado coragem para reformar o que já devia ter sido mudado”.

Entre os principais desafios, apontou vários: serviços públicos em degradação, salários baixos, produtividade fraca, carga fiscal elevada, excesso de despesa e dívida pública insustentável.

Presidente deve ser moderador, não figura decorativa

Por isso, Rui Rio defende um Presidente com verdadeiro sentido de Estado. Não alguém que se esconda. Mas também não alguém que viva da exposição mediática.

Candidatura às presidenciais de Gouveia e Melo já é oficial (Foto: MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA)

“O Presidente deve falar com os portugueses, mas sem fazer disso um modo de vida”, explicou.

Segundo ele, é preciso alguém que garanta o regular funcionamento das instituições. Um árbitro imparcial, livre de interesses partidários. E, acima de tudo, uma figura em quem os cidadãos possam confiar nos momentos difíceis.

Justiça e descentralização: dois pontos críticos

Além disso, Rui Rio considerou que o país não pode continuar a adiar uma profunda reforma da Justiça. Criticou as violações do segredo de Justiça e os julgamentos feitos na praça pública.

“Os julgamentos fazem-se nos tribunais, não nas páginas dos jornais”, vincou.

Por outro lado, defendeu também o fim do centralismo. Segundo ele, é necessário descentralizar, desconcentrar e aproximar a gestão pública das pessoas.

Rui Rio alertou ainda para o estado do debate político. Criticou a importação da linguagem do futebol para a vida partidária. Para ele, este ambiente só alimenta o ódio e enfraquece a democracia.

“Temos assistido à crescente ausência de diálogo democrático”, disse. “Isso afasta os cidadãos e mina a confiança no regime.”

Uma candidatura para restaurar a confiança

Em suma, a candidatura de Gouveia e Melo quer oferecer uma alternativa. Um Presidente com coragem, independência e sentido de missão. Com o apoio de Rui Rio, esta candidatura parte com uma mensagem clara: é tempo de restaurar a confiança e reformar o que está parado há demasiado tempo.

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