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Academia do Bacalhau de Paris regressa depois da pausa de verão

Depois da pausa de verão, a Academia do Bacalhau de Paris (ABP) retomou, no passado dia 17 de setembro, as tradicionais tertúlias. O reencontro aconteceu no restaurante La Closerie, em Claye-Souilly, nos arredores de Paris, e juntou compadres e amigos num jantar marcado pela amizade, pela portugalidade e pela solidariedade.

Para muitos participantes, o encontro teve, sobretudo, o sabor de um reencontro. José Oliveira, compadre da ABP, sublinhou à LusoPress a importância destes momentos. “É sempre bom, depois de um período de férias, em que acabamos por nos desligar de muitas coisas e até dos próprios amigos, termos um convívio destes para nos reencontrarmos e voltarmos a conviver”, afirmou.

Além disso, as férias e as experiências vividas em Portugal dominaram naturalmente parte das conversas à mesa. “Quando revemos os amigos, contamos histórias, recordamos momentos e revivemos experiências que partilhámos”, acrescentou José Oliveira. Segundo o compadre, alguns membros chegam a passar dois ou três meses sem se encontrarem, o que torna estes convívios “muito positivos e muito importantes”.

Juventude garante continuidade

Entretanto, a ABP tem vindo a receber cada vez mais participantes jovens, um sinal de renovação que José Oliveira considera essencial para o futuro da comunidade portuguesa. “A diáspora só pode continuar a existir se os jovens derem continuidade a este movimento e acompanharem os pais, os tios ou os avós”, defendeu.

Nesse sentido, o compadre destacou a importância da “transmissão entre gerações” e da passagem do testemunho.

Adelaide Teixeira, amiga da ABP e futura comadre, que deverá integrar oficialmente a associação em novembro, partilha esta visão. Para si, a presença de jovens acrescenta “muito dinamismo” e “uma boa energia”, contribuindo para uma Academia que considera “bastante jovem”.

Também Jennifer Vilão, que participou pela segunda vez numa tertúlia, encontrou na ABP uma oportunidade para recuperar a ligação às suas origens. “Já há muito tempo que não convivia com portugueses e que não falava português. Foi uma experiência de que gostei imenso”, contou.

Aliás, Jennifer admite já pensar numa futura integração como comadre: “Gostava imenso! Agora tenho de encontrar um padrinho ou uma madrinha, não é?”

Para a jovem participante, a juventude também pode contribuir para manter vivas as tradições. “A juventude é solidária, gosta de ajudar, gosta de estar aqui e também gosta de manter as suas raízes.”

35 pessoas seguem para Toronto

Por outro lado, a ABP prepara já a participação no 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, que decorrerá em Toronto, no Canadá, entre 28 de setembro e 3 de outubro.

A Academia parisiense levará uma comitiva de 35 pessoas. A viagem prolongar-se-á até 7 de outubro e incluirá, além do congresso, momentos de convívio e visitas a Toronto, às Cataratas do Niagara e à região do Québec.

Para Adelaide Teixeira, estes encontros demonstram a dimensão internacional da comunidade portuguesa. “É como se Portugal estivesse em todo o lado. O povo português está em todo o lado”, afirmou.

Golfe, São Martinho e solidariedade

Entretanto, o calendário da ABP prossegue em outubro. No dia 10, terá lugar a 14.ª edição do Torneio de Golfe, seguida de jantar-tertúlia. Depois, a 11 de novembro, a associação promove o tradicional almoço-tertúlia de São Martinho.

Mais uma vez, a solidariedade acompanha os momentos de confraternização. No jantar de 17 de setembro, a Academia angariou mais de 2.000 euros, valor que ajudará a apoiar futuras causas da associação.

Assim, entre reencontros, novos rostos e amizades antigas, a Academia do Bacalhau de Paris inicia uma nova temporada, mantendo a portugalidade, a amizade e a solidariedade no centro da sua atividade.

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