A Academia do Bacalhau de Paris (ABP) transportou os seus compadres, comadres e amigos para os Loucos Anos 20 durante a Grande Gala de Verão, realizada a 18 de junho, na sala Vasco da Gama, no âmbito da 22.ª Semana da Gastronomia promovida pela Rádio Alfa.

Vestidos de franjas, pérolas, suspensórios e chapéus elegantes, os participantes entraram num ambiente cuidadosamente inspirado na década de 1920. Desde o primeiro momento, a organização incentivou os convidados a esquecer as preocupações do dia a dia e a mergulhar numa noite dedicada ao convívio, à diversão e à partilha.
Ao longo do evento, a decoração temática, a música da época e a energia dos presentes criaram uma atmosfera única. Além disso, um conjunto de “regras de ouro” desafiou todos os participantes a dançar, brindar, rir e conhecer novas pessoas, reforçando o espírito de união que caracteriza a associação.
Animação marcou a gala
A programação da noite garantiu animação constante. Várias bailarinas apresentaram coreografias inspiradas nos anos 20, recriando assim o ambiente vibrante da época e conquistando fortes aplausos da assistência. Por sua vez, a cantora Magali Antunes assumiu a condução da gala e manteve o entusiasmo do público do início ao fim.
Entre momentos de dança, fotografias e reencontros, os participantes aderiram assim de forma entusiástica ao tema escolhido para esta edição. Consequentemente, a sala transformou-se num verdadeiro cenário dos Loucos Anos 20.
Portugalidade e convívio continuam a unir a comunidade
Para Francisco da Cunha Leal, presidente da ABP, o sucesso da iniciativa ficou evidente no ambiente vivido durante toda a noite.
“Faço um balanço muito positivo. Basta olhar para o que se está a passar esta noite para perceber isso. As pessoas estão divertidas, a desfrutar de um ambiente animado e agradável”, afirmou à LusoPress.
O dirigente destacou ainda que a missão da Academia vai muito além da vertente solidária. Segundo explicou, a associação procura assim preservar valores como a amizade, a portugalidade e o convívio entre gerações.
“A Academia assenta em valores como a portugalidade, a amizade e o convívio entre todos. Angariar dinheiro para ajudar associações e causas solidárias é importante, mas o bem-estar dos compadres, das comadres e dos amigos que os acompanham também é primordial”, sublinhou.
Solidariedade voltou a ser a prioridade
Apesar do ambiente festivo, a solidariedade permaneceu no centro da gala. Este ano, a ABP decidiu apoiar a associação Ensemble pour l’Avenir 94, criada em 2024 para acompanhar crianças e adolescentes com autismo e outras perturbações do neurodesenvolvimento.
A instituição, sediada em Saint-Maur-des-Fossés, desenvolve atividades pedagógicas especializadas, promove a inclusão escolar e social e trabalha em estreita colaboração com as famílias.
Além disso, a escolha da associação surgiu através de uma família ligada à própria Academia. Francisco da Cunha Leal explicou que os pais de uma criança autista partilharam a sua experiência positiva com a instituição, despertando o interesse da ABP em apoiar o seu trabalho.
“Partilharam connosco a realidade que estavam a viver e deram-nos a conhecer o trabalho desenvolvido pela associação. A partir daí surgiu naturalmente a ideia de a apoiar”, revelou.
Quase 10 mil euros angariados
A generosidade dos participantes voltou a fazer a diferença. Durante a gala, a organização distribuiu envelopes destinados à recolha de donativos, realizou um leilão e organizou uma tômbola, conseguindo reunir 9.450 euros para apoiar os projetos da associação.
“Só podemos estar satisfeitos com o resultado alcançado”, destacou o presidente da ABP.
Francisco da Cunha Leal fez ainda questão de atribuir o mérito a todos os presentes. “São os compadres, as comadres e os amigos da Academia e todos aqueles que participam que tornam possível alcançar estes resultados”, afirmou.
Em suma, no final da noite, ficou a certeza de mais uma missão cumprida. A Gala de Verão voltou a demonstrar a capacidade da Academia do Bacalhau de Paris para unir a comunidade portuguesa em torno da amizade, da portugalidade e da solidariedade. Como resumiu o presidente da associação, “foi uma verdadeira loucura, no melhor sentido da palavra”.
















































