
Origens: Ourém (Fátima) e Vila Real
Data de nascimento: 3 de março de 2007
Local de nascimento: Livry-Gargan (93190)
Signo astrológico: Peixes
Cresceu entre duas geografias afetivas. França é o país onde vive, estuda e construiu amizades. Portugal é o lugar onde estão grande parte da família, as raízes e, se os planos se concretizarem, também o futuro.
Do lado da mãe, as origens levam-na até Ourém, na região de Fátima. O pai é transmontano e a família paterna está ligada à região de Vila Real. Por isso, as férias em Portugal obrigam sempre a dividir o tempo. “Há família no Norte e família no Centro, então temos sempre de partilhar as férias para ver toda a gente”, conta.
Esta ligação familiar ajuda a explicar uma vontade que Joana assume sem hesitações: um dia, gostaria de deixar França e viver em Portugal.
A saudade alimenta o desejo de regressar
Joana reconhece as oportunidades que encontrou no país onde cresceu. “Em França sei que estou bem. França deu-me tudo, está-me agora a dar os estudos. Tenho uma casa, graças a Deus tenho tudo de bom, amigos”, afirma. Ainda assim, falta-lhe algo que considera essencial: a proximidade da família. “Tenho sempre saudades da minha família porque tenho toda a minha família lá”, explica.
A distância pesa. Por isso, quando pensa no futuro, Portugal surge naturalmente nos planos. “Para mim é muito importante estar mais perto deles para viver, para conversar.”
Antes de concretizar esse objetivo, porém, há etapas para cumprir.
Uma profissão inspirada pelo avô
Joana frequenta o segundo ano de Psicomotricidade e já sabe a população com quem gostaria de trabalhar: os idosos. A escolha tem uma dimensão muito pessoal. O avô, que morreu recentemente, ajudou a despertar esse interesse.
Conversar com pessoas mais velhas e, sobretudo, ouvir aquilo que têm para contar é algo que a fascina. “Gosto muito de ouvir histórias que elas já viveram antes de nós”, explica. As memórias da infância, as experiências de outras épocas e as histórias de vida despertam-lhe curiosidade. No futuro, quer transformar essa proximidade numa profissão.
Primeiro, porém, quer concluir os estudos. Depois, gostaria de reservar algum tempo para conhecer o mundo antes de começar uma nova etapa profissional. O Brasil está entre os destinos que menciona, mas o sonho é mais abrangente: viajar, descobrir outros lugares e acumular experiências antes de se instalar em Portugal. O plano, contado de forma simples, passa por “ir para Portugal, com uma casa ou uma casota, e começar a trabalhar”.
“Sou uma pessoa solar”
Joana descreve-se como alguém bem-disposto, que gosta de brincar e de fazer os outros rir. “Sou uma pessoa que está sempre a rir e a fazer rir as outras pessoas”, conta. E encontra uma expressão para resumir a personalidade: “Sou uma pessoa solar.”
Cantar, dançar e brincar fazem parte do seu dia a dia. No entanto, reconhece também um lado mais exigente, sobretudo com aqueles de quem gosta. Pode ser “um pouco mais dura”, admite, mas garante que essa exigência nasce da vontade de ver as pessoas que ama bem e felizes.
O rancho mantém Portugal por perto
A dança é outra presença importante na vida de Joana. Há cerca de três anos que passou a ter contacto com grupos de folclore português e atualmente integra um rancho onde encontrou também um espaço para desligar das preocupações da semana. “Gosto muito de ir ao fim de semana dançar porque é um tempo em que podemos relaxar da semana”, explica.
Quando não dança, procura manter-se ativa. Frequenta o ginásio, corre e pratica exercício físico regularmente. Mas o rancho representa algo mais. Antes, Joana frequentava aulas de português aos sábados. Era o momento dedicado não apenas a falar a língua que já utilizava com os avós, mas também a aprender a ler e a escrever melhor.
Quando essas aulas terminaram, o folclore tornou-se outra forma de manter o contacto com Portugal em França. “Só temos uma vida e ela é para ser vivida”
A participação no Miss Portuguesa França 2026 traz um desafio diferente. Joana admite que nunca tinha imaginado participar num concurso deste género. A própria perceção sobre o seu corpo levou-a, durante muito tempo, a pensar que aquele não seria um espaço para si.
Agora, quer transformar essa experiência numa mensagem de confiança e superação. Para Joana, não devemos ficar parados perante aquilo que parece difícil. É preciso encontrar força para continuar. “Podemos fazer qualquer coisa de bom”, defende.
Mesmo nos momentos menos positivos, acredita que é possível procurar uma perspetiva diferente e continuar a avançar. “Só temos uma vida e ela é para ser vivida. Temos de ter força para ir para a frente e ver as coisas de forma positiva.” É essa mensagem que Joana Escoval leva consigo para o palco do Miss Portuguesa França 2026.



