InícioReportagensEntrevistasCélio Pinto, o prodígio do acordeão diatónico

Célio Pinto, o prodígio do acordeão diatónico

Ainda é muito jovem, mas já soma conquistas em Portugal, França e nos Estados Unidos. Célio Pinto venceu o People’s Choice Award dos International Portuguese Music Awards 2026 e sonha levar a tradição e a cultura portuguesas aos quatro cantos do mundo.

Nascido e criado em França, Célio Pinto encontrou na música uma ligação profunda às raízes familiares em Paredes de Coura. O acordeão diatónico tornou-se o seu instrumento de eleição. Porém, o seu talento não se limita às sonoridades tradicionais portuguesas.

Autodidata e curioso, o jovem músico procura novos desafios. Aprende outros instrumentos, trabalha com diferentes profissionais e ambiciona cruzar o som singular do diatónico com as grandes sonoridades do cinema.

Uma paixão herdada da família

Célio nasceu numa família ligada à música e às artes. Começou com uma pequena concertina de brincar, aos cinco anos, e nunca mais se afastou do instrumento. A pandemia de covid-19 fechou-o em casa, mas não travou a sua aprendizagem. O pai, Jorge Pinto, procurou uma solução para que o filho pudesse continuar a evoluir. Célio passou, então, a ter aulas à distância com Luís Pinheiro, músico da banda Sons do Minho.

O trabalho começou rapidamente a dar frutos. Aos dez anos, Célio apresentou-se ao público português através do programa “Got Talent Portugal”. A participação televisiva deu maior visibilidade ao jovem luso-francês e revelou um talento que já crescia dentro de casa.

“Liberté” conquista o público nos Estados Unidos

Célio Pinto

Em 2026, Célio Pinto alcançou uma das maiores distinções do seu ainda curto percurso.

O tema “Liberté” recebeu nomeações nas categorias de Performance Instrumental e Escolha do Público dos International Portuguese Music Awards.

Ao lado de nomes reconhecidos da música portuguesa e da diáspora, Célio conquistou o People’s Choice Award. O prémio, entregue nos Estados Unidos, tornou-se ainda mais especial por resultar diretamente da votação do público. A distinção surpreendeu toda a família. Contudo, também confirmou a projeção internacional de um trabalho que procura unir tradição, identidade e inovação.

Um futuro ligado a Portugal

Apesar de ter nascido e crescido em França, Célio mantém uma forte ligação a Portugal. É por Paredes de Coura que o seu coração bate mais forte. E, quando pensa no futuro, o jovem músico não esconde o desejo de regressar ao país das suas origens.

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