A 5.ª edição da SAGALEXPO – Feira de Exportação dos Sabores de Portugal voltou a afirmar-se como uma plataforma estratégica para a internacionalização do setor agroalimentar, reunindo centenas de empresas e compradores internacionais na Feira Internacional de Lisboa (FIL), entre os dias 13 e 15 de abril.

Para o organizador do evento, José Frazão, as expectativas para esta edição são elevadas, apesar de alguns constrangimentos em mercados específicos.
“Temos cerca de 94 países presentes na feira e um número de visitantes que ronda os 400, o que representa uma melhoria. A feira está com dinâmica, com forte adesão e com muitos compradores a chegar ao longo dos três dias”, destacou.
Sem apoio financeiro direto do Estado, a organização continua a apostar na captação de compradores internacionais, assumindo os custos logísticos para garantir a presença de importadores.
“O objetivo não é fechar negócios no momento, mas criar contactos, gerar expectativas e abrir portas para o futuro”, explicou José Frazão, acrescentando que os resultados se medem, sobretudo, a médio prazo.
Presença do ministro da Agricultura e das Pescas
Também o ministro da Agricultura e das Pescas, José Manuel Fernandes, marcou presença no certame, destacando a importância da iniciativa para a promoção externa dos produtos nacionais.
“É uma montra essencial para dar a conhecer a qualidade dos nossos produtos, mas também um espaço para fazer negócio. Não basta ter qualidade, é preciso saber promovê-la e valorizá-la”, afirmou.
José Manuel Fernandes reforçou ainda a necessidade de investir na promoção internacional, sublinhando a singularidade dos produtos portugueses.
“Temos saberes e sabores únicos que devem ser cada vez mais valorizados nos mercados externos”, acrescentou.
A Lusopress falou com algumas empresas
Entre os expositores, o foco na exportação e na inovação foi evidente. A FAPIL, empresa com cerca de 50 anos, apresentou soluções sustentáveis baseadas na reciclagem de plástico, incluindo uma linha que incorpora resíduos marinhos.
“Queremos divulgar o que fazemos e chegar a novos mercados”, explicou o representante António Guerreiro.
No setor do bacalhau, a Lugrade destacou os desafios associados à escassez da matéria-prima: “a redução das quotas levou ao aumento dos preços, numa altura em que a procura continua elevada a nível global”, referiu o diretor comercial, Joselito Lucas, apontando ainda a crescente procura por bacalhau demolhado ultracongelado.
Já a IndusStock evidenciou a aposta na automação e na robótica para a indústria alimentar, com soluções direcionadas para produção em larga escala. “O mercado está cada vez mais virado para a robótica e para linhas de alta capacidade”, explicou João Ferreira.
A feira contou ainda com a presença de produtores tradicionais, como empresas de charcutaria Fumeiro de Seia e doçaria conventual Atelier do Doce, que procuram consolidar mercados e conquistar novos clientes, para além do chamado “mercado da saudade”.
Para o município do Fundão, a participação representa uma oportunidade de promover o território através dos seus produtos, tais como os vinhos da Quinta dos Currais.
“Estamos a investir na economia local e a posicionar o concelho através da qualidade dos nossos produtos”, afirmou Cláudia Saraiva, responsável pela comunicação e marketing da Câmara Municipal do Fundão.
Num evento onde tradição e inovação caminham lado a lado, a SAGALEXPO volta assim a afirmar-se como um ponto de encontro essencial para o setor, reforçando a presença dos sabores portugueses no mundo.



