Com a chegada da primavera, cresce também a vontade de conviver, celebrar e partilhar momentos especiais. Foi precisamente neste ambiente que, no passado dia 21 de março, a APCS organizou um grande baile na sala Jacques Brel, em Pontault-Combault. O evento reuniu cerca de 400 pessoas, incluindo portugueses, franceses e cabo-verdianos, num verdadeiro encontro multicultural marcado pela alegria.

Desde o início, o ambiente revelou-se animado. O duo Varzia e Johnny abriu a noite e, rapidamente, conseguiu cativar o público, criando o ritmo ideal para uma pista de dança cheia. Assim, prepararam o terreno para o momento mais aguardado da noite.
Victor Rodrigues conquista o público
Logo depois, Victor Rodrigues subiu ao palco e trouxe consigo a energia da música portuguesa. O cantor, que viajou propositadamente de Portugal, destacou a importância destes momentos junto da comunidade emigrante. “É um orgulho estar aqui. A receção é calorosa: desde a comida à atenção da organização. Gosto de conversar e conviver com o público, e cada espetáculo é uma honra”, afirmou.
Além disso, o artista sublinhou a ligação cultural que une os portugueses, independentemente do país onde vivem. “O português mantém-se igual em todo o mundo: com alegria, música e muita interação. A energia sente-se sempre, seja num vira ou num malhão”, acrescentou.
Apesar de atuar com um formato adaptado, Victor Rodrigues garantiu que o essencial nunca se perde. “O meu espetáculo em Paris é diferente, com bailarinas e playback instrumental. Gostava de trazer a banda, mas nem sempre é possível. Ainda assim, o público traz sempre o verdadeiro espírito português”, explicou.
Novos projetos e ligação ao público
Entretanto, o cantor revelou também novidades sobre a sua carreira. “Fui nomeado para os Portuguese International Music Awards com a música ‘Hoje Eu Vou’ e estarei presente na cerimónia a 25 de abril”, disse.
Por outro lado, destacou ainda a recente colaboração com os D.A.M.A. “Gravei o tema ‘Vira Vira’, que tem tido uma excelente receção. Neste momento, estamos a preparar uma nova música que será lançada dentro de um mês ou mês e meio”, partilhou, reforçando sempre a importância do contacto com o público.
Muito mais do que um baile
Para a APCS, este evento representa mais do que um simples momento de diversão. Segundo o presidente, Cipriano Rodrigues, o baile assume um papel essencial na união da comunidade. “É formidável contar com a presença de tantas pessoas e nacionalidades. Ver a sala cheia de energia é um prazer enorme”, afirmou.
Além disso, explicou o verdadeiro impacto destas iniciativas: “Estes bailes permitem recordar Portugal, reencontrar amigos e matar saudades. Ao mesmo tempo, fortalecem os laços entre todos”.
Apoio à educação e à comunidade
Por conseguinte, as receitas destes eventos garantem o funcionamento de vários projetos. “Temos atualmente 172 crianças a aprender português, com três professores a tempo completo e um docente do Camões. As atividades decorrem todos os dias, sobretudo à quarta e quinta-feira”, explicou Cipriano Rodrigues.
Para além disso, a associação mantém uma antena social ativa. “Apoiamos famílias em questões administrativas, alimentares e jurídicas. Graças às festas e aos apoios institucionais, conseguimos manter este trabalho”, acrescentou.
Uma celebração da identidade portuguesa
Ao longo do ano, a APCS organiza também outras iniciativas, como o Magusto, as Janeiras, a Páscoa e o Natal. Dessa forma, permite que diferentes gerações mantenham vivas as tradições.
Em suma, o Grande Baile da APCS destacou-se como uma verdadeira celebração da cultura portuguesa. Entre música, dança e convívio, a noite reforçou a identidade da comunidade e deixou memórias marcantes em Pontault-Combault.



