
A Feira de São Bartolomeu 2025 decorreu em Trancoso entre 8 e 17 de agosto. Dessa forma, mantém-se como a Feira Franca mais antiga do país, instituída em 1273 por D. Afonso III. Ao longo de 752 anos, o evento consolidou-se como um dos maiores certames culturais e comerciais do distrito da Guarda e da região Centro.
Mas este ano tudo foi diferente. Os incêndios que assolaram a região marcaram a Feira de São Bartolomeu 2025.
Incêndios obrigaram a cancelamentos
Inicialmente, o programa prometia concertos de artistas de renome nacional. O palco principal da Feira de São Bartolomeu esperava os Calema, Mariza, Miguel Araújo, Fernando Daniel e D.A.M.A. Mas também dos Wet Bed Gang, Némanus e Tiago Silva, além do humor de Rouxinol Faduncho e do rap de Dillaz. E, além disso, haveria tempo para o XXXVI Festival de Folclore, que destacou a tradição cultural da região.



Mas, no dia 10 de agosto, um incêndio em Freches obrigou o município a ativar o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil. Por outro lado, e por motivos de segurança, a feira encerrou preventivamente. E os concertos de Rouxinol Faduncho (10 de agosto) e Dillaz (11 de agosto) foram cancelados.
Solidariedade com bombeiros e agricultores


Apesar das dificuldades, o município anunciou, numa nota divulgada nas redes sociais, que a receita de bilheteira do concerto de Fernando Daniel, realizado a 15 de agosto, reverteu totalmente para os bombeiros e agricultores afetados pelos fogos.
O presidente da Câmara de Trancoso, Amílcar Salvador, destacou a importância do evento. “Esta feira de São Bartolomeu é sempre aquela que traz mais gente a Trancoso, que atrai mais visitantes.”
Mesmo com o impacto dos incêndios, a Feira de São Bartolomeu 2025 voltou a afirmar-se como um espaço de cultura, tradição e convívio, reforçando a identidade de Trancoso e projetando o concelho além-fronteiras. O autarca sublinhou ainda que a feira, pela sua resiliência e capacidade de adaptação, “daqui a 50 anos será ainda maior do que hoje”.



