Rodolfo Lopes nasceu em Paris, em 1980, mas tem Portugal no coração. É filho de José Lopes, fundador do Sporting Club de Paris e, por isso, tem esta equipa sempre no pensamento. Confessa ter tido uma infância feliz, assente numa boa educação dos seus pais, cheia de valores como a família e respeito pelas pessoas.
Não fugindo a um destino traçado, começou a treinar cedo, ainda com 14 anos, uma equipa de crianças do Sporting Club de Paris. Para si, acompanhar o seu pai sempre foi importante. Depois de completar o ensino secundário, entrou para a polícia, onde permanece há 21 anos. Ao mesmo tempo, sempre fez parte da estrutura do clube pelo qual tem uma grande paixão. Começou a treinar equipa principal em 2013, mas antes já acompanhava as equipas mais jovens.
Hoje, tem a grande responsabilidade de treinar a primeira equipa, e é ainda vice-presidente, onde desempenha funções burocráticas. Em criança, não tinha sonhos definidos, queria apenas estar sempre junto da família. Profissionalmente, gostava de ter um trabalho que lhe desse prazer e tempo para continuar a ajudar o pai no clube. Foi isso que conseguiu. Hoje, pretende continuar a aproveitar a aventura humana de dirigir a equipa principal e ver crescer o clube, juntamente com o pai. Espera, um dia, passar o legado ao eu filho para não deixar o clube acabar.
Para si, lealdade, autenticidade, honestidade, simplicidade, família e trabalho são a base da vida. No futsal também não esquece a parte solidária. “A equipa principal é a parte mais visível do clube, mas temos muito a parte social, em que ajudamos muitas crianças. Isso dá-me muita felicidade e orgulho. O clube nasceu para ajudar as pessoas a crescer, e isso para mim é o mais importante”.
Tem orgulho em ter raízes portuguesas. “É 50% de mim. Sempre cresci com Portugal no coração, é uma herança que não vou perder nunca. Conheço todo o país, é incrível, gosto da cultura e das pessoas”. Aos portugueses, deixa uma mensagem de esperança. “Sofremos muito com a Covid, foi um momento difícil na história da humanidade, mas agora temos de aproveitar a vida e as pessoas de quem gostamos. Devemos ser orgulhosos de ser portugueses e ficar juntos”.



