Poucos dias depois da Première Vision Paris, a capital francesa voltou a receber mais um grande encontro internacional dedicado à moda. Entre 5 e 7 de setembro, as feiras Who’s Next, Bijorhca e Interfilière Paris reuniram, no Parque de Exposições da Porte de Versailles, sete empresas portuguesas dos setores da moda, acessórios, joalharia e indústria têxtil. O objectivo ? Conquistar novos mercados e reforçar a sua presença internacional. Quatro delas fizeram, pela primeira vez, a sua estreia em Paris.

Sob o conceito “Le dîner”, os certames apresentaram tendências de moda, acessórios e joalharia e aproximaram marcas, designers, compradores e outros profissionais. Além disso, a Who’s Next, uma das principais feiras profissionais de moda em França, mantém duas edições anuais e funciona como uma importante plataforma para empresas que procuram crescer no mercado francês e europeu.
Empresas portuguesas procuram novas oportunidades
Na Who’s Next, a CX Handmade estreou-se no segmento de Bijoux, enquanto a Maloka e a Serena Atelier participaram pela primeira vez nas áreas de Prêt-à-porter e Maroquinerie & Bagagerie, respetivamente. Por outro lado, a Nextil Group marcou a estreia na Interfilière Paris, onde apresentou a sua oferta enquanto fornecedora e prestadora de serviços.
A representação portuguesa contou ainda com a Lider Sacos, na Bijorhca, em Sourcing/Manufacturing, e com a Sisters Department e a Trovelore, na Who’s Next, nas áreas de Prêt-à-porter e Bijoux.
CX Handmade encontra portas para a Holanda
Para a CX Handmade, a presença em Paris permitiu testar um novo mercado, estabelecer contactos e identificar oportunidades concretas. O projeto familiar, criado no Porto há 14 anos, emprega atualmente dez pessoas em Portugal e já desenvolve atividade internacional.
Susana Rego, diretora comercial da empresa, explicou que vários clientes recomendaram a participação na feira. “Já tínhamos muita curiosidade em participar nesta feira, conhecer a sua dimensão e perceber até onde poderíamos chegar”, afirmou à LusoPress.
Além disso, a responsável destacou a importância do networking. “A feira é muito interessante para fazer networking, mas também para criar novas oportunidades internacionais”, sublinhou.
O balanço acabou por superar as expectativas. A empresa, que ainda não tinha clientes na Holanda, terminou a participação com a perspetiva de abrir três lojas naquele mercado. “Estamos muito satisfeitos por ter vindo”, afirmou Susana Rego, considerando o resultado “muito positivo”.
Nextil reforça estratégia europeia
Entretanto, a Nextil Group utilizou a Interfilière Paris para aprofundar a sua estratégia de internacionalização, sobretudo nos segmentos de underwear e seamless. Depois de participar na edição de Los Angeles, em julho, o grupo procurou reforçar a ligação ao mercado europeu.
Cátia Pereira, Business Developer da Nextil Group, destacou os resultados obtidos durante os três dias. “Temos vários contactos. Tivemos uma presença e um número de visitas muito interessantes durante a feira”, afirmou.
Embora tenha considerado a edição parisiense mais pequena do que a de Los Angeles, a responsável avaliou positivamente a experiência. “Para além de ser uma experiência positiva, esta participação acrescenta valor ao nosso portefólio”, resumiu.
Made in Portugal ganha valor
Apesar dos desafios económicos, as empresas portuguesas continuam a identificar oportunidades na Europa. No caso da CX Handmade, concept stores, turismo e lojas de souvenirs premium apresentam potencial de crescimento.
“É um mercado desafiante, porque cada país tem a sua cultura e os seus gostos”, reconheceu Susana Rego. Ainda assim, acrescentou: “na área em que estamos posicionados ainda existem oportunidades de crescimento”.
Também a Nextil mantém a Europa como prioridade. “Damos sempre prioridade à Europa e aos países mais próximos de Portugal”, explicou Cátia Pereira. Nesse contexto, a qualidade do produto português assume um papel relevante. “Quem procura qualidade reconhece o valor do Made in Portugal”, concluiu.
Assim, entre estreias e participações já consolidadas, as sete empresas portuguesas encontraram em Paris uma oportunidade para criar contactos, testar mercados e reforçar a internacionalização.



