Sexta-feira, Julho 12, 2024
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Portugueses de Valor 2024: Virgílio Gonçalves

Natural da região de Pombal, Virgílio Gonçalves nasceu a 20 de janeiro de 1956. E é um dos nomeados aos prémios Portugueses de Valor 2024.

O empresário percebeu cedo que na vida as oportunidades apenas surgem a quem não desiste dos seus sonhos e acredita nas suas capacidades.

Assim se talha o percurso profissional deste empresário de Pombal que durante cinco anos viveu e trabalhou no setor da construção civil na região de Bordeaux. Hoje, dono de uma empresa especializada em equipamentos para pavimentos industriais, não se arrepende de nada, nem das opções que tomou.

MGSI dedica-se ao fabrico de máquinas, juntas de dilatação e máquinas para pavimentos industriais em betão.
A MGSI é uma sociedade por quotas fundada em 1997
A MGSI tem mais de 50 funcionários, sendo a linha de produção posto de trabalho de muitas mulheres. Duas das filhas do fundador Virgílio Gonçalves trabalham na empresa
Virgílio Gonçalves e a filha Carla Gonçalves

Portugueses de Valor: Virgílio Gonçalves

Resiliência e inovação

A MGSI tem pautado o seu percurso com o caráter inovador e resiliente do casal fundador. Nesse sentido, Virgílio Gonçalves recordou um dos momentos mais difíceis da empresa.

Durante a pandemia de Covid-19, a MGSI parou por 15 dias.

“Nem uma pessoa vinha trabalhar. No fim dos 15 dias, começámos a laborar ainda com mais força. Não mais parámos um dia depois disso, até hoje. Fizemos uma organização interna de circulação pessoal, para que ninguém se cruzasse. Assim toda a gente pode trabalhar. Após três anos desde a pandemia, ainda aumentámos a faturação. Metemos mão à obra, organizamo-nos para continuarmos a trabalhar sem problemas”.

Virgílio Gonçalves em França

Antes de tudo, quando o agora empresário ainda procurava o caminho para a realização do sonho, França foi o destino. Sobre a emigração e a necessidade de sair do país, Virgílio Gonçalves admitiu não se arrepender, mas ficou ainda mais feliz quando voltou a Pombal.

“Ser português em França para mim que só estive cinco anos de pouco serviu. Talvez tenha dado para estabilizar um pouco mais a vida. Mas acho que o melhor é pensar melhor antes de sair do próprio país. Há que ver se não existem oportunidades de negócio, de trabalho que evitem a emigração. Eu fui uma dessas pessoas. Considero que nos anos que estive em França, não governei vida. Isto é, financeiramente. Foi apenas uma escola, uma aprendizagem. E quando eu voltei, disse para mim mesmo, em Portugal, tu consegues fazer melhor do que em França. E aqui estou”.

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