InícioMISS PORTUGUESA FRANÇACandidata Joana Camacho

Candidata Joana Camacho

Origens: Pombal e Madeira

Data de nascimento: 30 de julho de 1998

Local de nascimento: Pombal – Portugal

Signo astrológico: Leão

Aos 28 anos, Joana Camacho regressa ao Miss Portuguesa França com uma história marcada pela emigração, pela adaptação e por uma forte ligação à comunidade franco-portuguesa. Nascida em Pombal, tem raízes familiares de diferentes regiões de Portugal: do lado paterno, a família é madeirense, enquanto a família materna é originária da região de Santarém. Filha única, cresceu numa família em que a ligação entre Portugal e França atravessa gerações. O pai, franco-português, nasceu em França, antes de partir para Portugal e regressar posteriormente ao território francês.

Adaptação difícil a França

Foi aos 15 anos que Joana chegou a França, sem falar francês. A adaptação foi “bastante difícil” e, durante um ano, frequentou uma classe d’accueil, destinada a alunos recém-chegados ao sistema educativo francês. Viveu essa experiência ao lado de outros jovens portugueses que enfrentavam as mesmas dificuldades.

Hoje, a realidade é bem diferente. A viver em Melun, no Seine-et-Marne, Joana trabalha na SNCF, na área da relação com o cliente. Embora se assuma plenamente portuguesa, reconhece também a ligação que criou com França, país que considera hoje também a sua casa.

A relação com o Miss Portuguesa França tem história: Joana participou no concurso em 2018 e 2019 e regressa agora, vários anos depois, com outra idade, maturidade e visão. Depois da última participação, chegou a pensar que o sonho tinha ficado para trás. “É uma experiência que eu tinha dado como perdida. Mas a vida surpreende-nos sempre e tenho esta oportunidade de participar novamente”, afirma.

“Temos de abrir os horizontes em relação a este concurso”

Desta vez, o objetivo é claro: conquistar o título e representar uma comunidade que conhece de perto. Joana gostaria de tornar o concurso mais abrangente, aproximando portugueses de diferentes regiões de França. “Temos de abrir os horizontes em relação a este concurso. Há tantos portugueses em Lyon, Marselha e por todo o lado em França. Devíamos trazer mais pessoas, conhecer outros lugares e reunir a comunidade”, defende.

Essa vontade de unir está também ligada à preocupação com a perda do contacto humano. Para Joana, as redes sociais e a comunicação cada vez mais digital reduziram os momentos de encontro presencial. Se for eleita, gostaria de criar novas iniciativas, eventos e atividades capazes de aproximar novamente as pessoas e, sobretudo, de preservar os valores transmitidos pelas gerações anteriores.

Ajudar jovens emigrantes

Entre as pessoas que gostaria de alcançar estão os jovens portugueses e lusodescendentes que chegam a França e enfrentam dificuldades semelhantes às que ela própria conheceu. “Há tantos jovens na mesma situação em que eu estava há dez anos: chegar a um país novo, ter de se adaptar, aprender a língua e sentir-se perdido. Deveria sempre haver algo que nos fizesse sentir, de alguma forma, em casa”, explica.

Mas a sua mensagem passa também pela perseverança. Joana acredita que uma oportunidade perdida não significa necessariamente o fim de um sonho. “Nada na vida está perdido. Por vezes, damos algo como perdido, mas a vida é incerta. Não podemos baixar os braços. Temos de ser fortes”, defende.

Essa determinação faz parte da forma como se define. Considera-se persistente, perfeccionista e humilde. É também uma pessoa que gosta de ajudar sem esperar nada em troca. “Sei de onde venho e sou grata por tudo aquilo que tenho e por tudo o que conquistei. Gosto de ajudar, não para receber algo em troca, mas porque partilhar um pouco da luz que tenho já me faz muito feliz”, acrescenta.

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