Sábado, Abril 13, 2024
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França promove língua portuguesa através de arte lusófona

O projeto chama-se Literanto, foi criado em 2022 por Sara Novais Nogueira, e tem vindo a aumentar a curiosidade e conhecimentos sobre a língua portuguesa através de atividades multigeracionais.

“O Literanto surgiu com as atividades de trazer os artistas lusófonos a Paris para dar a conhecer a estas novas gerações e poder juntar as famílias com isso”

Sara Novais Nogueira, em entrevista à agência Lusa

“O objetivo principal é fomentar a língua portuguesa através das artes, sobretudo através da língua, da leitura e da literatura infantojuvenil. Acho fundamental e a base de toda a literatura”, acrescentou a educadora de infância.

Arte lusófona num projeto para todas as idades

O projeto chama-se Literanto, foi criado em 2022 por Sara Novais Nogueira, e tem vindo a aumentar a curiosidade e conhecimentos sobre a língua portuguesa através de atividades multigeracionais.

O projeto começou com atividades informais voltadas para as famílias e dirigido para um público infantojuvenil. Atualmente, é “dos zero aos 100”, com a presença de autores na Biblioteca Calouste Gulbenkian em Paris. Bem como, em escolas da rede de Coordenação do Ensino Português no Estrangeiro e em cursos universitários de letras para futuros professores da língua portuguesa em França.

“Esta geração que está a aprender a língua portuguesa, é fundamental que continue a manter esta ligação com a língua e que possa tomar conhecimento destes artistas que são lusófonos. Mas não só de Portugal, como também do Brasil e da África lusófona”, disse a responsável. E acrescentou que o domínio do português pode ser uma ferramenta a nível pessoal e profissional.

O escritor Carlos Nuno Granja, de Portugal, virá contar algumas das suas histórias/poemas e fará uma atividade de escrita criativa com todos os participantes (foto: Fundação Calouste Gulbenkian)

No início de fevereiro, o escritor Carlos Nuno Granja esteve em Paris para realizar oficinas de escrita criativa em escolas para alunos de diferentes níveis de aprendizagem de português. Nessa altura realizou também uma atividade na Biblioteca Calouste Gulbenkian.

O escritor “contou algumas das suas histórias e realizou uma pequena oficina de escrita e ilustração, devido à camada que era mais jovem”, indicou a autora do projeto.

Agenda para 2024

  • 29 de março: mesa-redonda ‘online’ aberta a toda a comunidade, na plataforma Zoom. Esta encontro contará com a escritora brasileira Cláudia Nina para apresentar o seu livro “Palavras ao Mar”. Uma obra que explica como nasceu a língua portuguesa.
  • 04 de maio: mesa de debate na Calouste Gulbenkian de Paris com a escritora e poeta brasileira Susanna Busato. Uma iniciativa sobre contos tradicionais e contos modernos para jovens adultos. No final realiza-se uma atividade para as crianças com a leitura de histórias infantojuvenis e um atelier ligado à primavera.
  • Entre setembro e outubro: “exposição de uma artista que tem tudo a ver com o 25 de abril, com os rostos da liberdade”. Este evento dependerá das verbas de instituições e de empresários que o projeto tiver. Atendendo ao objetivo de realizar mais atividades relacionadas com o tema, quando se celebram os 50 anos do 25 de abril.

Em suma, a intenção é convidar este ano algumas pessoas ligadas à rádio, escrita e artes plásticas que vivenciaram a Revolução de Abril. E, dessa forma, “mostrar às camadas jovens que não sabem, nem viveram essa época o que é que foi e o que é que simbolizou”, informou a autora.

Quem é a autora?

Sara Novais Nogueira mudou-se para Paris em 2012, onde tirou o mestrado em Línguas, Literaturas e Civilizações Estrangeiras, com especialidade em português lusófono (foto: Fundação Calouste Gulbenkian)

Sara Novais Nogueira mudou-se para Paris em 2012. Foi na capital francesa que tirou o mestrado em Línguas, Literaturas e Civilizações Estrangeiras, com especialidade em português lusófono.

Durante o mestrado, ao participar no projeto literário Printemps Littéraire Brésilien que trazia autores do Brasil, percebeu que poderia organizar atividades mais ligadas a Portugal. Uma vez que não era muito comum na França, apesar de ter a maior comunidade portuguesa de emigrantes.

Em 2022, Sara Novais Nogueira assumiu funções de Diretora do Conselho Cultural da Associação Internacional de Lusodescendentes (AILD) em França e desenvolveu o projeto literário infantojuvenil, com o apoio da AILD e da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris.

MYCO (Lusa)

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