06 Aug, 2020 Última Actualização 4:37 PM, 6 Aug, 2020

Vitor Rodrigues venceu a Portugal 281 Ultramaratona, na Beira Baixa

 

Foi em 2019 que a Lusopress conheceu Vitor Rodrigues, aquando da sua participação na prova mais difícil do mundo: a Badwater 135. É militar da GNR, mas desde 2013 que se apaixonou pela Ultramaratona. Até então, embora a corrida se tenha sempre mostrado presente na sua vida, nunca tinha feito uma distância superior a 42km (maratona). No final do mês de Julho, Vitor Rodrigues foi o vencedor da edição de 2020 da Portugal 281 Ultramaratona. O atleta vitoriano percorreu os 281 km da prova na Beira Baixa em pouco mais de 39 horas. A superação é o principal ponto da carreira de Vitor, mas conta também com apoios importantes ao seu crescimento enquanto atleta.

Cultura pelas ruas de Sernancelhe com a exposição Esperança

 

No ano passado, por esta altura, o Centro Histórico de Sernancelhe estaria engalanado para receber mais uma edição do evento Ser + Cultura, iniciativa que aliava o património da sede do concelho a um cartaz de música e espcectáculos, teatro, exposições, desporto, literatura, multimédia e tasquinhas. Este ano, e por força da Covid-19 e das restrições impostas pela Direção Geral de Saúde, o evento foi suspenso mas o Município quis a cultura nas ruas e acessível a quem visitar Sernancelhe. Por isso, nos meses de Julho e Agosto, está a acontecer a exposição “Esperança”, uma manifestação de arte ao ar livre, que pode ser contemplada por todos quantos colocarem o concelho na rota de visita neste Verão.

Prémio 7 Maravilhas deu nova vida às Roscas de Monção

 

Não há festa ou romaria que não tenha mesa farta, recheada de deliciosos manjares e sobremesas difíceis de resistir. Muitos destes carregados de tradições e história e sempre acompanhados pelo mui nobre Alvarinho. As roscas de Monção são o doce que melhor se harmoniza com os aromas do Alvarinho produzido na sub-região de Monção Melgaço, umas das mais antigas sub-regiões vitivinícolas de Portugal. Feito por poucas doceiras de Monção, não raro é vê-las a venderem esta iguaria nos dias de Feira ou de Festa, requer mestria a juntar a farinha e os ovos com o funcho e mais ainda a colocar o açúcar no ponto para cobrir as argolas, cozidas em forno de lenha, já frias que se unem em grupos de 6.

Conheça a Alheira, produto endógeno e principal símbolo local de Mirandela

 

Existe em Mirandela um vasto património que justifica conhecer. As suas paisagens naturais chamam à atenção mas, quem aqui reina, é a Alheira. Este produto endógeno representa a identidade do povo, tornando-se no símbolo local, pela sua reputação, tradição e sabor. É a principal referência gastronómica do concelho. Surgiu nos finais do século XV e é o enchido regional mais consumido e conhecido no país. Em 2011, a Alheira de Mirandela foi considerada uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa e, em 2016, foi classificada pela Comissão Europeia como um produto de indicação geográfica protegida. A Lusopress fez-se ao caminho para perceber o fascínio que existe por este enchido. A Eurofumeiro abriu-nos as suas portas e explicou o processo de produção. A Alheira de Mirandela representa um marco importante no sector económico do concelho, quer pelas indústrias agroalimentares, quer pela dinâmica que impulsiona no turismo, na restauração e lojas de produtos regionais que atraem milhares de turistas ao longo das margens comerciais do Rio Tua. A Casa Tradicional do Fumeiro é uma das mais antigas de Mirandela.

Se uma casa é portuguesa, não falta caldo verde a fumegar sobre a mesa

 

Se uma casa é portuguesa, com certeza não há-de faltar um caldo verde a fumegar sobre a mesa. Assim é o sabor de Valença, o sabor do Minho e o sabor de Portugal. De origem Minhota, mas adoptado por todas as regiões, a receita foi escrita em verso. Escritores e poetas referem-no: Camilo, Eça, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão. Correia de Oliveira define-o: “Que núpcias de sustento e de sabor”. Pessoa foi devoto desta simbiose de caldo de batata e couve-galega. O poeta Arnaldo Ferreira descreve o caldo verde num poema que Amália cantou e imortalizou tornando-se no segundo Hino Nacional, “Uma Casa Portuguesa”: “basta pouco, poucochinho p’ra alegrar, uma existência singela… É só amor, pão e vinho, e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela”. Como ingredientes tem couve-galega, batata, azeite, alho, cebola, água, chouriço e sal, sendo preparado num tradicional pote de ferro com a ajuda de uma colher de pau, até estar pronto a servir nas famosas tigelas de barro portuguesas. A 10 de Setembro de 2012, na gala da declaração oficial das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, o caldo verde subiu ao pódio e foi consagrado um dos vencedores.