Sábado, Abril 13, 2024
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Lucros dos bancos privados portugueses disparam mais de 80%

Os lucros agregados dos quatro maiores bancos privados a operar em Portugal somaram 3.153 milhões de euros em 2023. De acordo com contas da agência Lusa, isto representa um aumento de 81,9% face a 2022.

Assim, a soma dos resultados líquidos destes bancos foi superior à registada no final de 2022 em 1.419,5 milhões de euros. E isso continua a ser impulsionados pelo aumento das taxas de juro nos créditos.

Santader lidera lucros

Entre os privados, o Santander Totta foi quem apresentou lucros mais elevados em 2023.

Com um aumento de 69,8%, os lucros do Santander Totta ultrapassaram os 1.030 milhões de euros em 2023. Isto face aos 606,7 milhões de euros em 2022. A margem financeira da instituição aumentou 90,45% em termos homólogos para 1.491 milhões de euros.

Em segundo lugar, o BCP registou lucros de 856 milhões de euros, contra 197,4 milhões de euros em 2022. No ano em análise, a margem financeira consolidada subiu 31,4%, para 2.825,7 milhões de euros.

Em terceiro lugar, o Novo Banco registou um resultado positivo de 743,1 milhões de euros no ano. Um valor 32,5% maior que em 2022, o que fez a sua margem financeira subir 82,7%, para 1.142,6 milhões de euros.

No campeonato da banca privada, e por fim, o BPI. O banco caiu para fora do pódio, apesar de uma valorização homóloga dos lucros de 42% em 2023. Num ano em que registou lucros de 524 milhões de euros, a margem financeira também subiu para a instituição do Grupo Caixabank, que escalou 69,6%, para 948,9 milhões de euros.

Taxas de juro nos créditos altas

Em 2023, os lucros dos bancos foram beneficiados pelas altas taxas de juro nos empréstimos e lenta subida das taxas de juro nos depósitos

Em 2023, os lucros dos bancos foram beneficiados pelas altas taxas de juro nos empréstimos. Ao mesmo tempo também a lenta subida das taxas de juro nos depósitos acabaram por beneficiar a margem financeira. Uma vez que esta é a diferença dos juros cobrados pelos bancos nos créditos e os juros pagos pelos bancos nos depósitos.

Desde que o Banco Central Europeu (BCE) começou a subir as taxas de juro diretoras em meados de 2022, para combater a inflação, que isso tem tido impacto no aumento dos créditos dos clientes bancários indexados a taxa de juro variável (sobretudo Euribor).

JO (IM) // EA (Lusa)

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