Quinta-feira, Junho 13, 2024
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Professores “entram” na corrida eleitoral

Maria Esperança Portugal” é a mais recente candidata às legislativas de 10 de março. Nome de uma candidata fictícia criada pela Federação Nacional da Educação (FNE). Desta forma, os professores “entram” na corrida eleitoral.

O objetivo da FNE é sobretudo pôr os partidos a discutir os problemas da educação e dos professores.

“Porta-voz para promoção do debate”

“Além do nosso trabalho para a construção de um roteiro para a legislatura, queremos utilizá-la como sendo quase uma porta-voz para a promoção do debate”, explicou à Lusa o secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros.

A candidatura fictícia de Maria Esperança Portugal apresenta várias propostas, que vão desde a educação para a infância ao ensino superior e investigação.

“É Maria porque 80% do corpo docente e não docente são mulheres e o apelido que escolhemos foi Esperança porque é preciso ter esperança no quadro das nossas reivindicações relacionadas com o rejuvenescimento da profissão e, também por isso, criamos um rosto jovem”

Pedro Barreiros

AI chega à luta dos professores

“Maria Esperança Portugal”, uma candidata criada através de inteligência artificial. Tinha sido pensada para as eleições europeias, que se realizam em junho. Contudo, a demissão do Governo e marcação de eleições antecipadas para 10 de março, levaram a FNE a avançar já com a iniciativa.

Professores na corrida eleitoral

A cerca de um mês da ida às urnas, o objetivo é, acima de tudo, colocar no centro do debate os temas da educação, algo que não tem acontecido, lamenta o dirigente sindical.

A Federação Nacional da Educação (FNE) apresenta a 9 de fevereiro, pelas 11h, em Lisboa, a sua candidata virtual "Maria Esperança Portugal"

“É estranho, passados todos estes debates, ainda não se ter ouvido nada sobre Educação. Se não falam, temos de fazer qualquer coisa para que se fale e eu acho que a Maria pode vir a ter esse contributo”, antecipou.

Quanto às suas propostas, coincidem com muitas das reivindicações que a FNE tem vindo a fazer: a revisão do regime de mobilidade por doença, a eliminação da burocracia ou a valorização do setor social.

A FNE está ainda a preparar o roteiro para a legislatura e reúne, no dia 16, com representantes de todos os partidos com representação parlamentar.

MCA // CMP (Lusa)

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