Esposende vestiu-se de tradição, cor e música para celebrar a identidade cultural do Norte de Portugal. O desafio lançado pelo Município à comunidade juntou cerca de 700 pessoas num desfile que levou danças tradicionais, vozes afinadas, muita animação e uma extraordinária diversidade de trajes ao Largo Rodrigues Sampaio.
Música e tradição para honrar a memória
Numa clara alusão ao passado, ao presente e ao futuro, a iniciativa teve acompanhamento musical ao longo de todo o percurso, com a participação das tocatas dos grupos folclóricos locais, do Coro de Pequenos Cantores de Esposende, de grupos de canto a cappella, bandas filarmónicas, Zés P’reiras, entre outros.
A primeira edição do Traj’a Norte nasceu com o propósito de valorizar a identidade cultural do Norte de Portugal, dando especial destaque às formas de trajar do povo entre o final do século XIX e o início do século XX, na região compreendida entre os rios Douro e Minho.
Mar e terra presentes no Traj’a Norte
Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: entre estes dois territórios, o traje popular assumiu diferentes formas, cores e significados. E foi precisamente essa diversidade que o Traj’a Norte procurou revelar. Isto é, abriu uma janela para um património que, muitas vezes, passa despercebido aos olhares mais apressados.
Embora assente em hábitos e tradições ancestrais, o evento mostrou também a sua transversalidade e, sobretudo, que as tradições continuam bem vivas. Dos mais pequenos aos mais graúdos, a praça encheu se de pessoas e de todas as cores, num encontro entre gerações e memórias.
A iniciativa integrou a programação do Município de Esposende para as Jornadas Europeias do Património, este ano subordinadas ao tema “Reviver, resistir, reinventar”.
Mais do que um desfile, o Traj’a Norte foi uma celebração da identidade, da memória e da cultura popular. Um momento para reviver tradições, reinventar formas de as preservar e, acima de tudo, criar novas memórias, com muita música, cor e amor para dar.
Entre o mar e a terra, duas faces da identidade do Norte de Portugal, representadas num desfile onde os trajes também contaram histórias.



