PORTUGAL
25 Jan, 2021 Última Actualização 5:46 PM, 21 Jan, 2021

Conheça a Alheira, produto endógeno e principal símbolo local de Mirandela

 

Existe em Mirandela um vasto património que justifica conhecer. As suas paisagens naturais chamam à atenção mas, quem aqui reina, é a Alheira. Este produto endógeno representa a identidade do povo, tornando-se no símbolo local, pela sua reputação, tradição e sabor. É a principal referência gastronómica do concelho. Surgiu nos finais do século XV e é o enchido regional mais consumido e conhecido no país. Em 2011, a Alheira de Mirandela foi considerada uma das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa e, em 2016, foi classificada pela Comissão Europeia como um produto de indicação geográfica protegida. A Lusopress fez-se ao caminho para perceber o fascínio que existe por este enchido. A Eurofumeiro abriu-nos as suas portas e explicou o processo de produção. A Alheira de Mirandela representa um marco importante no sector económico do concelho, quer pelas indústrias agroalimentares, quer pela dinâmica que impulsiona no turismo, na restauração e lojas de produtos regionais que atraem milhares de turistas ao longo das margens comerciais do Rio Tua. A Casa Tradicional do Fumeiro é uma das mais antigas de Mirandela.

Prémio 7 Maravilhas deu nova vida às Roscas de Monção

 

Não há festa ou romaria que não tenha mesa farta, recheada de deliciosos manjares e sobremesas difíceis de resistir. Muitos destes carregados de tradições e história e sempre acompanhados pelo mui nobre Alvarinho. As roscas de Monção são o doce que melhor se harmoniza com os aromas do Alvarinho produzido na sub-região de Monção Melgaço, umas das mais antigas sub-regiões vitivinícolas de Portugal. Feito por poucas doceiras de Monção, não raro é vê-las a venderem esta iguaria nos dias de Feira ou de Festa, requer mestria a juntar a farinha e os ovos com o funcho e mais ainda a colocar o açúcar no ponto para cobrir as argolas, cozidas em forno de lenha, já frias que se unem em grupos de 6.

Bolinhol de Vizela é uma das 7 Maravilhas Doces de Portugal

 

A Lusopress deslocou-se ao concelho de Vizela para conhecer o seu doce típico, o Bolinhol de Vizela, que foi eleito uma das 7 Maravilhas dos Doces de Portugal. Esta distinção, para além de reafirmar a identidade de um povo que, cada vez mais, sente que valeu a pena lutar pelo concelho de Vizela, também homenageia todos aqueles que lutaram pela sua autonomia, permite a promoção de Vizela, consolidando, desta forma, uma estratégia de dinamização do concelho, assim como do comércio tradicional, em particular, dos que orgulhosamente vendem o bolinhol, mas, também, de todos os comerciantes do ramo da restauração, que passaram a ter mais um “trunfo” nas suas mesas.

Se uma casa é portuguesa, não falta caldo verde a fumegar sobre a mesa

 

Se uma casa é portuguesa, com certeza não há-de faltar um caldo verde a fumegar sobre a mesa. Assim é o sabor de Valença, o sabor do Minho e o sabor de Portugal. De origem Minhota, mas adoptado por todas as regiões, a receita foi escrita em verso. Escritores e poetas referem-no: Camilo, Eça, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão. Correia de Oliveira define-o: “Que núpcias de sustento e de sabor”. Pessoa foi devoto desta simbiose de caldo de batata e couve-galega. O poeta Arnaldo Ferreira descreve o caldo verde num poema que Amália cantou e imortalizou tornando-se no segundo Hino Nacional, “Uma Casa Portuguesa”: “basta pouco, poucochinho p’ra alegrar, uma existência singela… É só amor, pão e vinho, e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela”. Como ingredientes tem couve-galega, batata, azeite, alho, cebola, água, chouriço e sal, sendo preparado num tradicional pote de ferro com a ajuda de uma colher de pau, até estar pronto a servir nas famosas tigelas de barro portuguesas. A 10 de Setembro de 2012, na gala da declaração oficial das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, o caldo verde subiu ao pódio e foi consagrado um dos vencedores.

Reabertura de fronteiras entre Portugal e Espanha assinalada de forma especial

 

Os chefes de Estado e de Governo de Portugal e de Espanha juntaram-se para assinalar a reabertura da fronteira, encerrada há três meses e meio, com cerimónias de alto nível em Badajoz e Elvas. As autoridades dos dois países ibéricos quiseram conferir especial simbolismo político a esta reabertura e organizaram cerimónias durante a manhã de 1 de Julho, nos dois lados da fronteira. As cerimónias tiveram início no Museu Arqueológico situado na Alcáçova de Badajoz, e terminaram no Castelo de Elvas, no distrito de Portalegre. Em cada um dos lados da fronteira, foram executados os hinos português e espanhol, perante o Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, o rei de Espanha, Felipe VI, o primeiro-ministro português, António Costa, e o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez.Devido à pandemia de covid-19, por decisão conjunta, a fronteira luso-espanhola esteve encerrada entre os dias 17 de março e 30 de junho, com pontos de passagem exclusivamente destinados ao transporte de mercadorias e a trabalhadores transfronteiriços. Foi um momento especial e importante, como referiu António Costa. Estão assim, novamente abertas, as fronteiras, com a esperança de que não se voltem a encerrar.

 

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