17 Jul, 2019 Última Actualização 5:03 PM, 15 Jul, 2019

Nomeada Portugueses de Valor 2019: Zita Morgado

 

Zita Morgado é natural de Usseira, em Óbidos, mas o seu percurso de vida tem sido passado maioritariamente em França. Emigrou com os pais tinha cerca de 10 anos, numa época marcada pela forte emigração portuguesa. Em Portugal completou a 4ª classe e era a menina da família, tendo a primeira neta a surgir, caindo em si toda a atenção e carinho. Destes tempos, recorda o bem-estar familiar e a união que os caracterizava. Os destinos da vida levaram a que Zita deixasse Óbidos e abraçasse uma nova realidade. Em França continuou os estudos e foi-se especializando em Contabilidade e Secretariado. “Tive algumas dificuldades porque não conhecia a língua, mas fui ultrapassando com o tempo”, refere. Assim que terminou a formação, procurou emprego e encontrou-o numa agência de viagens, que procuravam alguém que falasse a língua portuguesa. Zita Morgado preenchia os requisitos e assim se iniciou na área do turismo, com 17 anos de idade. Já casada, Zita tentou um regresso a Portugal, acompanhando o regresso dos pais e das irmãs, mas ao fim de 6 anos percebeu que teria de regressa a França e que o seu percurso seria efectivamente em terras gaulesas. Voltou a trabalhar na área do turismo até 1993, altura em que decide abrir a sua própria agência de viagens, actividade que mantém até hoje. 

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Paulo Pisco

 

Paulo Alexandre Carvalho Pisco nasceu em 1961, em Queluz. É hoje deputado na Assembleia da República eleito pelo Circulo da Europa, mas o seu percurso nem sempre esteve ligado à política. Paulo Pisco começou a trabalhar cedo, aproveitando os meses de férias da escola para juntar dinheiro. “Sempre tive a paixão pelo estrangeiro, e procurei sempre arranjar dinheiro, uma vez que os meus pais não tinham recursos económicos para que eu pudesse viajar, para fazer viagens pela Europa”. Cedo também começou a ganhar fascínio pelo jornalismo e sempre gostou de escrever. “O meu padrinho foi jornalista da velha guarda, trabalhou em grandes jornais e quando eu estava a entrar para a Faculdade convidou-me para eu começar a escrever para um jornal regional, que era o Região das Caldas. Foi aí que comecei a minha aventura jornalística. Paralelamente, fiz uma licenciatura em Filosofia na Universidade Nova, e comecei a trabalhar no jornalismo”. Posteriormente, Paulo Pisco abraçou o desafio de ser assessor no Parlamento Europeu e assessor de todo o grupo parlamentar, experimentando aí a sua primeira aventura de emigração, vivendo vários anos na Bélgica. Regressou a Portugal em 1999, quando foi eleito pela primeira vez para a Assembleia da República. “Tive um período fora do Parlamento, mas regressei em 2009”.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: António Faria de Castro

 

António Faria de Castro começou a trabalhar muito novo. O empresário natural de Guimarães esteve sempre ligado a empresas de compra e venda de alimentos ou bebidas em Portugal, por isso, quando emigrou para França, levou este currículo na bagagem. Durante vários anos trabalhou para a Central de Cervejas na área das vendas e, quando deixou o país, procurou seguir o mesmo percurso profissional. Em França teve vários trabalhos, passou por uma empresa do mesmo ramo, mas mais tarde acabou por mudar. Há alguns anos abraçou um novo projecto e integrou a equipa da Alimentar. A companhia é hoje um dos mais importantes importadores do que melhor se produz em Portugal no ramo alimentar e das bebidas. Apresenta no seu portefólio grandes marcas portuguesas e contribui para o crescimento da balança comercial através das exportações. António Faria de Castro leva todos os dias até à capital francesa os melhores produtos das suas origens, apoiando assim Portugal, que precisa de escoar os seus artigos e ajudando os consumidores no estrangeiro que querem receber o que o país produz.

Nomeada Portugueses de Valor 2019: Assunção Nascimento

 

Maria da Assunção Nascimento nasceu em Abreiro, concelho de Mirandela, a 11 de Outubro de 1948. A sua infância foi passada nesta aldeia, e é daqui que tem as recordações do seu início de vida. Era originária de uma família pobre, mas garante que nunca nada faltou, pois os pais trabalhavam para nunca faltar o pão na mesa, o que consideravam ser o essencial. “Ainda assim éramos muito felizes”, conta. Assunção Nascimento frequentou a escola até à 4ª classe, altura em que abandonou os estudos para começar a trabalhar, ainda muito jovem. Foi fazendo diversos trabalhos, o que ia aparecendo e o que os pais ordenavam, até emigrar com 19 anos para França. Ao chegar a França, Assunção Nascimento começou por trabalhar num lar de terceira idade. Mais tarde, foi salariada numa clínica e numa fábrica, mas foi na área da restauração que se lançou por conta própria, em 1991, depois de 9 anos de gerência de um restaurante. Foi proprietária de diversos restaurantes, até se reformar.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Armindo Casalinho

 

Armindo Casalinho da Silva nasceu em 1962, em Leiria. Uma das maiores recordações que tem da sua juventude é o momento em que decide partir de Portugal, em direcção a França. Tinha na altura 18 anos, e decide abraçar um novo projecto de vida, a emigração. O objectivo era procurar ter melhores condições de vida, mas em França viu-se impossibilitado de obter os papéis para ficar legalizado. Armindo Casalinho não baixou os braços e manteve-se durante dois anos a trabalhar em terras gaulesas, mesmo sem os documentos. Conhecendo entretanto aquela que seria a mulher da sua vida, Armindo toma a decisão de casar e regressa a Portugal em no mês de Janeiro para casar em Agosto. Nesse período, apenas com a ajuda de um jovem, conseguiu construir a sua casa em Portugal, com 140 metros quadrados. Já casado, regressa a França com a sua esposa e consegue a legalização. Em França, começou por trabalhar numa oficina de motorizadas, mas rapidamente passou para o sector da construção, onde se mantém até hoje. Aprendeu rapidamente a sai profissão, foi crescendo profissionalmente até surgiu a oportunidade, em 1986, de criar uma sociedade para uma empresa de construção. Dois anos depois, Armindo Casalinho decidiu deixar a sociedade e criar a sua própria empresa, que se mantém no activo até hoje.