03 Aug, 2020 Última Actualização 4:11 PM, 3 Aug, 2020

Portugueses de Valor 2020: Nomeado Albino Miranda

 

Albino Miranda nasceu 1967, na freguesia de Galelos (Santa Maria), pertencente ao concelho de Barcelos. Da sua infância recorda as brincadeiras nos riachos que hoje já nem água levam, do valor dado à Primavera, que permitia ir brincar para os campos. São ainda algumas imagens e cheiros que o fazem recordar esses momentos da infância. Também em pequeno herdou a “arte” do seu pai, que tinha uma oficina de carpintaria e marcenaria. “Vi o meu pai trabalhar era eu muito pequeno, em que ainda não chegava ao banco de carpinteiro e isso marcou aquilo que sou hoje”. Albino transformou-se num homem em que o trabalho manual é a sua vocação e paixão. Começou por trabalhar com o pai, esculpindo madeira, e seguiu-se a área da cerâmica, onde desenvolveu produtos para várias empresas. “Sei que tenho milhares de produtos feitos que ainda hoje vejo e recordo que fui que os criei”. Mais tarde, Albino Miranda criou a sua própria empresa, mantendo sempre a área criativa, já que é também amante de arquitetura e decoração de interiores. A Albino Miranda Lda é uma empresa do setor decorativo, que cria e desenvolve mobiliário e esculturas para ambientes de interior e exterior através das suas marcas KARPA e GANSK. “Sempre que algo me obrigue a criar, eu estou feliz. Não sou bom a negociar, portanto nunca daria um bom negociador”.
O seu sonho, desde sempre, era casar e formar família cedo, para que mais tarde pudesse voltar a ter tempo para namorar. Também sempre quis viver da arte. “Sou um artista que acabei por criar condições para que muito mais pessoas possam ter uma peça de arte em sua casa. Não me tornei famoso, nunca o procurei, então as minhas coisas não são vendidas muito caras”. De futuro, falta-lhe concretizar um sonho que já tem alguns anos: uma exposição individual, totalmente solidária. Para si, são essenciais os valores de honestidade, respeito e sinceridade. Faz parte da Academia do Bacalhau do Minho, e o que cativou na associação foi dar com a mão direita sem mostrar a mão esquerda. “Fazer o bem sem estar a divulgar que o fizemos”. Confessa que não tem o mesmo patriotismo e o sentimento de saudade que alguém que tenha emigrado, mas gosta cada vez mais do seu país, Portugal. “Os portugueses são muito mais do que aquilo que pensam que são, temos muito mais valor do que pensamos. Temos de deixar de ter discurso de coitadinho. Damos cartas por esse mundo fora. O que desejo a todos é que sejam verdadeiros, felizes e que ocupem o seu pensamento o máximo possível em coisas positivas, e valorizar o abraço”.