30 May, 2020 Última Actualização 7:59 AM, 29 May, 2020

Portugueses de Valor 2020 - Nomeado Alberto Mota Borges

 

Alberto Mota Borges nasceu no Canadá, em Toronto. Os pais eram emigrantes, mas regressaram às origens, cedo. Apesar de ter vivido alguns anos no estrangeiro, confessa que a sua matriz de funcionamento é portuguesa” e do Canadá trouxe apenas a ligação e o afecto peça diáspora. Quando fala, não consegue esconder o bom sotaque açoriano e foi na ilha de São Miguel que desenvolveu uma boa parte do seu percurso profissional. Alberto Mota Borges foi chefe da Divisão de Planeamento, Gestão e Controle da ANA Aeroportos de Portugal para a Região Autónoma dos Açores, na estrutura instalada no Aeroporto João Paulo II, em Ponta Delgada. Em 2015 deixou a ilha e descolou em direcção ao Algarve. Actualmente, é o novo director do Aeroporto Internacional de Faro e confessa que recebeu este cargo de braços abertos. “É o melhor projecto que eu poderia ter neste momento. Eu desenvolvo-o com muito entusiasmo, alegria e empenho. Todas as energias que eu tenho, concentro-as neste trabalho da melhor forma possível”. Desde que assumiu a direcção do Aeroporto de Faro, já anunciou novas rotas e prepara-se para fazer sempre melhores anos. Alberto Mota Borges quer voar mais alto e acredita que assim, consegue levar o nome de Portugal mais longe. “Eu consigo levar o nome de Portugal mais longe nas actividades que desenvolvo porque têm interacção com o estrangeiro. Procuro fazê-lo de uma forma profissional, leal, assertiva, preocupando-me sempre com o interesse geral e não com os interesses particulares ou específicos”. Acredita que o melhor reconhecimento que pode ter #é a satisfação das pessoas” e a convicção de que “elas estarão melhor no dia seguinte do que no dia anterior”. Durante o seu percurso, fez a preparação de crianças e jovens para provas de natação e semeou assim uma semente que já produziu resultados e melhorou a vida de alguns. “Ter amigos que hoje são nadadores é um prazer incrível e eles reconhecem que alguma coisa foi feita por eles”, afirma. Quando está fora de Portugal, “tenta aprender e ver o que de melhor se faz lá fora” e confessa que só sente falta da família e dos amigos. Afirma que “é preciso arriscar, aceitar os desafios que vão surgindo” e pede aos portugueses para acreditarem mais nas suas capacidades. “Nós temos as condições totais para ter sucesso em qualquer parte do mundo”. Aos 50 anos arriscou, mostrou que é possível ter sucesso em Portugal e colocou o mundo mais perto dos portugueses. Até porque os sonhos estão muitas vezes à distância de uma pequena rota de avião.