29 May, 2020 Última Actualização 7:59 AM, 29 May, 2020

Portugueses de Valor 2020 - Nomeado Joaquim Machado

 

É com orgulho que Joaquim Machado assume ter nascido na freguesia de Santa Cristina de Longos, no concelho de Guimarães, corria o ano 1954. Foi criado nesta aldeia até aos seus 12 anos, altura em que a família se muda para uma freguesia vizinha: São Lourenço de Sande, onde hoje Joaquim tem casa. Recorda que foram tempos duros, tendo começado a trabalhar desde muito novo. Foi também neste período que aprendeu a trabalhar à mão, sendo hoje a sua profissão de vocação e paixão carpinteiro e marceneiro. A ambição fê-lo emigrar para França, onde se instalou no departamento 92 e esteve um mês a estagiar. “Na altura faziam-se estágios de profissão e depois, em função do resultado, era atribuído um preço horário e o local para onde se ia trabalhar, fosse para as obras, oficina, ou outros locais. Eu fui trabalhar para um atelier”, conta. Algum tempo depois, decidiu enveredar pelo sector da construção, para conhecer um pouco esse mercado e ganhar mais dinheiro. Já depois de casar, trabalhou durante três anos como técnico comercial onde fazia a instalação de máquinas e assistência técnica aos clientes, sempre ligado ao sector das madeiras. Depois, mudou para uma empresa onde passou a ter funções comerciais, tendo clientes em todo o território francês. “Os meus clientes eram as grandes carpintarias e marcenarias, mas fiquei cansado de fazer muitos quilómetros e resolvi criar a minha própria empresa”. Depois de alguma prospeção de mercado, constatou que havia uma oportunidade na venda de móveis. “Criei os Móveis Franco-Portugueses, mas posteriormente alterei o nome para Móveis Elmo, para não limitar os clientes à nacionalidade portuguesa”. Ser correcto, cumpridor, trabalhador e respeitador foram as missivas da suas vida. Gostava de ter estado mais envolvido no meio associativo, mas a sua profissão e o facto de ter lojas abertas ao público, não lhe permitem ter muito tempo disponível. Ainda assim, faz parte da Academia do Bacalhau de Paris. Assume que ser português, para si, é um orgulho. “Ser português é ser uma pessoa trabalhadora, respeitada e respeitadora, como a imagem que temos em França”. Aos portugueses, deseja que tudo corra bem, sobretudo aos emigrantes que cá estão. Não devemos ter vergonha de ser portugueses, nunca farei isso. Aliás, os meus filhos e os meus netos falam português, é uma forma de impor a nossa cultura”.