18 Jul, 2019 Última Actualização 5:03 PM, 15 Jul, 2019

Município de Faro não poupou esforços na recepção aos Portugueses de Valor

 

Faro acolheu, e acolheu bem. Durante três dias a comitiva dos Portugueses de Valor desfrutou do melhor da capital algarvia. O presidente do Município, Rogério Bacalhau, recebeu o grupo no Museu Municipal de Faro, apresentando as principais oportunidades de investimento no concelho. Faro é, hoje, um concelho atractivo, coeso e integrador, que procura reforçar a cada dia a sua capitalidade. 

Dez "Honra e Mérito" distinguidos pela Lusopress, em Faro

 

Há treze anos que a Lusopress é conhecida por unir os portugueses. Promovemos a língua, defendemos a cultura e honramos a história de Portugal. Há nove anos que distinguimos Portugueses de Valor, mas este trabalho é apenas conseguido com ajuda de inúmeros parceiros. Em Faro, no Teatro das Figuras, a Lusopress o prémio de Honra e Mérito a 10 pessoas, como forma de agradecimento ao apoio concedido.

O primeiro a subir ao palco foi Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, pelo incansável trabalho de preparação do evento Portugueses de Valor. Seguiu-se José Luís Carneiro, Secretário de Estado das Comunidades, sempre lado a lado com as iniciativas e atento aos problemas das comunidades. O Embaixador António Monteiro, que já exerceu funções diplomáticas em França, e onde aqui continua a manter uma boa relação com a comunidade. Fernando Costa, que para além da sua actividade empresarial, proporciona baptismos de voo a crianças com deficiência. O empresário Paulino Subtil, que em muito tem contribuído para a iniciativa Miss Portuguesa França. Jean Philippe Deahl, presidente do Banque BCP, que tem sido ao longo dos anos um parceiro estratégico da Lusopress.

Carlos Matos, empresário de sucesso em França, ao qual a Lusopress agradece o trabalho e apoio constante ao longo dos vários anos de existência. Clementina Jorge subiu ao palco, para receber o prémio Honra e Mérito a título póstumo, em nome do seu falecido marido Manuel Francisco. Várias vezes nomeado Português de Valor, sempre foi um admirador da iniciativa da Lusopress. João Cazenave, designer gráfico e colaborador mais antigo da Lusopress. Por último, Alice Temporão, sempre presente nas iniciativas da comunidade e da Lusopress, com grande sentido de cooperação e alegria contagiante.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Lonni Martins

 

Lonni Martins é um exemplo da garra dos lusodescendentes. É filho do empresário Mário Martins, mas não se deixou ficar por aquilo que o pai conseguiu na vida. Nasceu em Paris, onde continua a morar, mas as suas ligações a Portugal são eternas. Lonni Martins divide a sua vida entre a actividade profissional e a sua paixão pelos automóveis. Talvez por influência do pai, que fez campeonatos de França e da Europa de Karting, Lonni desde os seus oito anos que começou a gostar e sentir interesse pelos automóveis. Hoje é piloto automóvel e está presente nas principais corridas da categoria. Paralelamente, concluiu o seu percurso académico e ingressou na empresa do pai, a MRTI, onde aí trabalhou durante seis anos. Com experiência suficiente, Lonni Martins decidiu criar a sua própria empresa, a Trailer Location Service, que presta ajuda na parte técnica dos camiões da MRTI. “Quis-me separar um pouco da MRTI, também um pouco para crescer”. Para além da família, tem muitos amigos portugueses, com os quais mantém uma ligação de proximidade. Está nomeado para os Portugueses de Valor, o que para si significa “um grande orgulho. É um prazer porque eu não sou da geração que veio de Portugal para França para construir uma vida. Eu já nasci com quase tudo, mas tenho as mesmas oportunidades de mostrar que consigo construir algo grande, como o meu pai. Estou contente de ser nomeado”.

9ª Gala dos Portugueses de Valor decorreu no Teatro das Figuras, em Faro

 

Os Portugueses de Valor fazem já parte da agenda da diáspora portuguesa. Este ano Faro foi a cidade escolhida para acolher e valorizar os portugueses, quer vivam fora ou dentro do país. A iniciativa da Lusopress tem sido valorizada pelo Governo português, contando com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Esta foi a 9ª edição, depois do evento passar por França, Tróia, Viana do Castelo, Açores, Leiria, Chaves e Figueira da Foz. Dos 100 nomeados, foram 10 os galardoados da noite. Assunção Nascimento, Domingos Silva, Fernando Amorim, Fernando Duarte, José Afonso, José Gonçalves, José Maria Costa, Ramiro Alves, Raul Castro e Tina Dumont. O sentimento comum era de orgulho e satisfação.

A entrega dos prémios decorreu no Teatro das Figuras, em Faro e foi abrilhantada pelas actuações de Cheila Simone e João Pedro Pais.  Responsáveis pela Lusopress e pelos Portugueses de Valor, Gomes de Sá e Lidia Sales, mostraram-se satisfeitos com a nona edição do evento. Já em marcha está a preparação do evento do próximo ano, que terá como destino a cidade de Bragança. 

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Jorge Mendes

 

Jorge Mendes é hoje um conceituado advogado do sul de França, mas as suas origens pertencem a Cascais. Viveu até aos sete anos em Portugal, de onde tem ainda memórias do bairro onde morou, de vizinhos, da sua primeira bicicleta e da escola que frequentou e onde fez a primeira classe. Chegado a França em 1977, foi aqui que deu seguimento ao seu percurso académico. Assume que teve um fácil e rápido período de adaptação a Paris, cidade onde a família se instalou. “Não sofri muito na integração, nunca senti um mau acolhimento. Não me lembro como aprendi a língua francesa, surgiu rápido e de forma natural”. Sempre continuou a falar português em casa, o que lhe permite hoje dominar bem as duas línguas. Foi na região parisiense que fez os seus estudos secundários, mas quis completar o 12º ano em Lisboa, no Liceu Francês. “Permitiu-me descobrir melhor a minha cidade e o mau país, com 18 anos”. No final deste ano, regressa a França, agora para a região sul, onde ingressa numa Universidade de Direito. Saiu com Doutoramento em Direito, tendo lá estado durante nove anos como estudante e assistente universitário, tendo dado aulas durante alguns anos. “Só fui advogado aos 33 anos, com uma média de sete anos de atraso, porque preferi ficar na Universidade a dar aulas”. Quando chegou a hora de abraçar o mercado de trabalho, Jorge Mendes questionou qual a sua diferença perante os outros advogados. “Era a língua. Então comecei a trabalhar com a comunidade portuguesa. Frequentei festas, sardinhadas, bailes, e foi assim que, pouco a pouco, os clientes foram aparecendo”. Hoje, Jorge Mendes tem um gabinete com vários advogados e assistentes lusófonos, em Marselha.