Se uma casa é portuguesa, não falta caldo verde a fumegar sobre a mesa
10 May, 2021 Última Actualização 6:16 PM, 7 May, 2021

Se uma casa é portuguesa, não falta caldo verde a fumegar sobre a mesa

 

Se uma casa é portuguesa, com certeza não há-de faltar um caldo verde a fumegar sobre a mesa. Assim é o sabor de Valença, o sabor do Minho e o sabor de Portugal. De origem Minhota, mas adoptado por todas as regiões, a receita foi escrita em verso. Escritores e poetas referem-no: Camilo, Eça, Júlio Dinis, Ramalho Ortigão. Correia de Oliveira define-o: “Que núpcias de sustento e de sabor”. Pessoa foi devoto desta simbiose de caldo de batata e couve-galega. O poeta Arnaldo Ferreira descreve o caldo verde num poema que Amália cantou e imortalizou tornando-se no segundo Hino Nacional, “Uma Casa Portuguesa”: “basta pouco, poucochinho p’ra alegrar, uma existência singela… É só amor, pão e vinho, e um caldo verde, verdinho a fumegar na tigela”. Como ingredientes tem couve-galega, batata, azeite, alho, cebola, água, chouriço e sal, sendo preparado num tradicional pote de ferro com a ajuda de uma colher de pau, até estar pronto a servir nas famosas tigelas de barro portuguesas. A 10 de Setembro de 2012, na gala da declaração oficial das 7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, o caldo verde subiu ao pódio e foi consagrado um dos vencedores.

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