"Nunca ninguém se cansa de ganhar e eu não sou exceção à regra" Entrevista a Hélder Nunes - Jogador de Hóquei
20 Sep, 2021 Última Actualização 8:51 AM, 17 Sep, 2021

"Nunca ninguém se cansa de ganhar e eu não sou exceção à regra" Entrevista a Hélder Nunes - Jogador de Hóquei

O percurso e o sucesso de Hélder Nunes foi feito, literalmente, “sobre rodas”. Começou a patinar aos 2 anos por influência do pai no Óquei Club de Barcelos, de onde é natural. A seguir, rumou ao Braga e, depois, ao FC Porto, onde foi capitão de equipa. Hoje, é uma das estrelas do FC Barcelona Hóquei e já conta com uma longa lista de conquistas. Conheça a sua história e o que faz dele um Jovem Português de Valor. 

 

Entrevista Helder Nunes - Jovens Portugueses de Valor

O percurso e o sucesso de Hélder Nunes foi feito, literalmente, “sobre rodas”. Começou a patinar aos 2 anos por influência do pai no Óquei Club de Barcelos, passou pelo Braga e pelo FC Porto, onde foi capitão. Hoje, é uma das estrelas do FC Barcelona Hóquei. Conheça a sua história e o que faz dele um Jovem Português de Valor. 

 

Começaste em Barcelos e estás agora em Barcelona. Sabemos que Barcelos respira hóquei, mas e Barcelona? Qual é a relação da cidade com esta modalidade? 

É um mundo completamente diferente, não só Barcelona mas também Espanha. Em Portugal, podemos afirmar que o hóquei é uma das principais modalidades e isso nota-se pelo público que leva aos jogos e pelas pessoas que acompanham as equipas e a Seleção nos jogos fora. Contudo, tenho a sorte de estar no melhor clube do mundo, que, por si só, chama gente aos pavilhões independentemente da modalidade.

 

Antes de ingressares no Barcelona, passaste por três clubes em Portugal. Que ensinamentos recebeste de cada um? 

Todos os clubes e toda a gente têm algo para ensinar, nem que seja um pequeno detalhe. Sempre tentei aprender o melhor de cada pessoa para me tornar num dos melhores do mundo. Estou muito agradecido a todos os clubes e a todas as pessoas que fizeram parte da minha carreira. Sem dúvida que me ajudaram muito a crescer e a realizar muitos dos sonhos que tinha em criança, incluindo o de ser profissional de hóquei em patins.

 

O teu currículo conta com o título de Campeão Europeu de sub-17 e sub-20, Campeão do Mundo de sub-20, Campeão Europeu de Seniores, Campeão Nacional de Seniores e Taça de Portugal. Para além dos títulos que te faltam, o que mais queres conquistar no mundo do hóquei?

Fui Campeão do Mundo em 2019 em Barcelona. Sem dúvida que a Liga dos Campeões é um objectivo colectivo, apesar de também ser um título que desejo pessoalmente por ainda não o ter conquistado. Porém, acho que o mais importante é conseguir continuar a demonstrar que sou um exemplo a seguir, pela maneira de ser mas especialmente pelo meu trabalho. Se o conseguir, sem dúvida que eu e a minha equipa vamos estar mais próximos de ganhar todos os títulos. Nunca ninguém se cansa de ganhar e eu não sou exceção à regra. 

 

Nunca ninguém se cansa de ganhar e eu não sou exceção à regra. 

 

O hóquei surgiu na tua vida pela mão do teu pai, ex-jogador. Também pretendes passar o bichinho deste desporto à tua descendência? 

O meu pai teve um papel importante no meu trajeto como jogador porque eu queria ser como ele. Não me “obrigou” a praticar a modalidade, sempre quis que eu fosse feliz, e se o hóquei me trouxesse essa felicidade melhor ainda! Assim foi e eu serei um pai como ele, sem dúvida! Se os meus filhos quiserem jogar hóquei jogarão, mas não vou forçar nada. A felicidade da família é o mais importante,  com ou sem hóquei.

 

Que conselhos deixarias aos jovens hoquistas que estão a começar a praticar a modalidade? 

Treinar muito, ver muito hóquei e estudar! A inteligência tem sempre uma palavra a dizer, seja em que desporto for. Se estudarmos, essa agilidade mental vai ajudar dentro de campo.

 

Há uns anos definiste como objetivo ser o melhor jogador de hóquei do mundo. Estás mais perto de o concretizar?

Sem dúvida! Não há jogadores perfeitos e o facto de treinar e jogar ao lado dos melhores do mundo ajuda-me a melhorar todos os dias. Estando num clube como o Barcelona em que somos 10 (neste caso 11) jogadores de classe mundial, é sempre mais fácil que toda a gente se ajude mutuamente. Para ser o melhor do mundo, não há nada melhor que treinar e pôr-me à prova contra os melhores.

 

Para ser o melhor do mundo, não há nada melhor que treinar e pôr-me à prova contra os melhores.

 

Por último, que relação manténs com Portugal? 

Portugal é o meu país. É onde vou viver quando terminar a minha carreira e não sei até quando ficarei fora de Portugal. Tenho a minha família toda lá e sem dúvida que, como jogador de hóquei, o campeonato português também é muito aliciante. Neste momento, estou onde quero estar! O facto de estar aqui faz com que esteja sempre mais próximo de me tornar melhor jogador do mundo e de ganhar todos os títulos todos os anos. Aliás, o trabalho que fazemos e o clube onde estou assim o “exige” e isso é o sonho de qualquer desportista.

 

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