16 Jun, 2019 Última Actualização 8:00 AM, 16 Jun, 2019

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Vitor Martins

 

Vitor Martins nasceu no concelho de São Pedro do Sul e recorda, com nostalgia, a sua infância de aldeia. “Nascer e viver numa aldeia, na infância, é uma sorte e um privilegio, porque nos permite viver num meio calmo, tranquilo, onde toda a gente se conhece e acaba por ser bastante confortável e acolhedor para as crianças. Aprendi desde cedo a saber o que é a partilha e a solidariedade porque cresci com um irmão, e é importante recebermos estes valores em criança”. Vitor começou a trabalhar ainda enquanto estudava, com 23 anos, fazendo estágios de aproximação à vida activa. Fez o primeiro estágio no sector da banca, o que lhe permitiu descobrir o gosto pelo sector bancário. A partir daí procurou, enquanto estudava, novas oportunidades após esse estágio. Teve a sorte de entrar no Millennium BCP em 2005 onde esteve durante cinco anos. Começou como assistente de cliente, depois chegou a gestor de cliente empresas, que exerceu durante dois anos até ter a oportunidade de vir para França, em Janeiro de 2010. Ingressou no Banque BCP para desempenhar funções de animação de relação com o Millenium BCP, “numa altura onde se verificava uma nova vaga de emigração e era importante podermos dinamizar esta actividade. Exerci essas funções até fins de 2013, tendo depois assumido um cargo de direcção do Banque BCP, onde aqui me pude ocupar de tudo o que era distribuição, ou seja, rede de agências, canais digitais que temos à disposição dos clientes e também animar a rede comercial e as forças de vendas sobre diferentes elementos da nossa oferta”.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Virgilio Santos

 

Pinela é uma aldeia e freguesia do concelho de Bragança, lugar onde nasceu Virgilio Santos. Foi aqui que cresceu na companhia do avô, que muito o marcou para a sua vida. Até aos 10 anos viveu junto dele e a ele agradece toda a educação que lhe transmitiu. Partiu de Pinela para França e integrou-se bem, apesar de sempre desejar regressar a Portugal. É em terras gaulesas que tem trilhado o seu percurso profissional, tendo começado por ser mecânico durante seis anos. Depois do serviço militar, passou para a área dos vidros, onde trabalhou para um patrão durante três anos. Ao fim desse tempo, decidiu avançar para a constituição de uma empresa, na mesma área de actividade, juntamente com sócios. Em 2009 assume sozinho a gestão da empresa, que mantém até hoje. Sempre sonhou ter a sua própria empresa, ser patrão de si próprio, e conseguiu. Virgilio Santos tem também um contacto próximo com a associação de Vincennes, apoiando anualmente a instituição. Para si, ser português é a melhor coisas do mundo e afirma ser português com todo o orgulho. Deseja, especialmente para os portugueses que estão espalhados pelo mundo, que continuem a ser unidos e pensem em Portugal, o que de mais considera ter. 

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Daniel Bastos

 

Daniel Bastos nasceu em 1980 em Fafe e é a partir daqui que tem desenvolvido um trabalho notório. Começou desde cedo por sentir uma grande ligação à sua freguesia, Cepães, que fica sensivelmente a quatro quilómetros do centro da cidade de Fafe. “Uma freguesia com alguma ruralidade, mas com também com indústria têxtil”. Daniel assume que teve uma juventude muito marcada pela ligação aos avós maternos, pilares importantes na sua educação e formação.

Estudou em Fafe e, em 1998, ingressou na Universidade de Évora, onde se licenciou em História, via ensino, sendo ainda hoje professor de História no Colégio João Paulo II, em Braga, um colégio de referência no distrito. Tirou, também, um curso de teologia, não por uma questão de vocação, mas para alargar horizontes ao nível cultural. “Quando regressei a Fafe, estive profissionalmente como assessor durante vários anos aqui no Município de Fafe, na área da cultura e educação. Estive também ligado algum tempo ao Museu das Migrações das Comunidades”. Durante esse período, Daniel Bastos fez ainda uma pós-graduação em Ética e Filosofia Política na Universidade Católica, em Braga, onde paralelamente foi consolidando um percurso na área da investigação e na edição de livros, onde tem colaborado, concebido e realizado, sobretudo na história na emigração portuguesa. Daniel é ainda colaborador assíduo com vários orgãos de comunicação da diáspora portuguesa, em diferentes regiões do globo.

Nomeada Portugueses de Valor 2019: Fátima Lopes

 

Fátima Lopes nasceu no Funchal e tem levado o nome de Portugal a todos os cantos do mundo. É uma das grandes mulheres portugueses, fazendo jus ao facto de ter nascido a 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher. Ainda hoje continua ligada às suas raízes. “Nasci numa ilha maravilhosa, onde as pessoas são realmente amigas. Nasci com sol, amizade, simpatia. Tenho as melhores recordações de infância e adolescência, vivi lá até aos 23 anos”. A sua primeira experiência profissional foi na área do turismo, tendo sido agende viagens e guia turística durante quatro anos. “Foi fantástico, até dizer: já chega, o meu sonho é a moda”. Veio para Lisboa em 1988 e em 1992 lançou a sua marca. São vários os grandes momentos da sua carreira enquanto estilista, mas Fátima Lopes destacou os mais marcantes: “quando lancei a marca num grande desfile no Convento do Beato em Lisboa, numa altura em que ninguém fazia desfiles. Foi uma lufada de ar fresco nesta cidade. Depois, quando comecei a desfilar em Paris pela primeira vez e festejei agora 20 anos na capita francesa. Fui o primeiro português em Paris. Destaco também o desfile do biquini de diamantes, que marcou a minha carreira e mudou a minha vida completamente, porque levou o nome Fátima Lopes ao mundo e faz parte do guiness no ano 2000, como o biquini mais caro do mundo. Realço ainda o primeiro desfile realizado na Torre Eiffel, fui eu que o fiz e não um francês. Fui condecorada pelo Presidente da República, onde recebi uma Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique. Tive também uma homenagem maravilhosa na Madeira, onde fiquei sem palavras”. 

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Miguel Martinho

 

Foi na freguesia de São Bartolomeu dos Galegos, na Lourinhã que nasceu e cresceu Miguel Martinho. Foi criado com os pais, que sempre considerou serem seus amigos. O trabalho, na sua vida, começou desde cedo, tendo de ajudar a família em muitas tarefas. Ainda dos trabalhos que fez em pequeno, recorda com especial atenção um momento com o seu pai que o marcou para o resto da vida. “Estava a vindimar com a minha família, mas perdi a tesoura e o pai ficou chateado. Após a encontrar, coloquei-a no bolso dos calções e o meu pai ao dar-me uma palmada a tesoura espetou-se na minha perna. A partir desse momento, o meu pai nunca mais me bateu”, conta. Miguel Martinho começou a trabalhar nos mercados, vendendo produtos portugueses. Ainda trabalhou para um patrão, nos soalhos, mas o seu futuro viria a ser na restauração. É hoje dono do restaurante Le Trianon, em França. Miguel assume que são os sonhos que fazem viver, mas o que deseja, acima de tudo, é a a sua família seja feliz. Conviver e ser amigos de todos tem sido a base da sua vida. Apesar de morar em França, é de Portugal que continua a gostar e do qual sente orgulho pertencer.