23 Feb, 2019 Última Actualização 6:32 PM, 22 Feb, 2019

Portugueses de Valor 2018: Nomeado Rui da Rocha

 

Rui da Rocha tinha apenas 25 anos quando decidiu criar a sua própria empresa em Paris. O objectivo parecia arrojado, mas o jovem empresário lançou-se à estrada sozinho e ficou literalmente ao volante da companhia ELR - Environnement.

A empresa especializada na recolha, triagem e tratamento de resíduos foi criada em 2004. Quando começou, Rui era o chefe e o único funcionário, o responsável pelo camião, mas também pelas contas da empresa, o pai de uma menina de dois anos, mas também o aventureiro que quis começar um projecto do zero. Em 14 anos muita coisa mudou e o esforço do empresário foi reconhecido pelo Presidente da República através do Prémio Cotec em 2015 e em 2016.

A Lusopress foi conhecer o percurso do jovem luso-descendente.

 

Portugueses de Valor 2018: Manuel Alves

 

Estávamos nos arredores de Paris, mais precisamente em Orly, à procura da sede da empresa de Manuel Alves. Pelo telefone foi-nos dando algumas indicações e finalmente encontrámo-lo numa rua ao virar da esquina. Manuel regressava das obras e estava ainda com o pensamento preso aos seus afazeres. Despertou com a alvorada, como todos os dias, desde que saiu da sua aldeia com apenas 14 anos e emigrou. Paris vivia uma das semanas mais quentes do ano, com os termómetros a bater acima dos 30°, por isso, Manuel Alves não hesitou e convidou-nos logo para uma bebida. “Ali, no fundo da rua, há um café português. Vamos lá beber uma água fresca”, diz-nos.

Em França reaprendeu a viver, trocou o pulmão da aldeia de Ponte de Lima pelo coração da movimentada capital parisiense, mas apesar de ter ficado a milhares de quilómetros da sua terra natal, conseguiu sempre encontrar um núcleo luso, um lugar capaz de o aproximar de casa, um café onde se pede um Pastel de Nata e uma bica em bom português. O espaço era também uma casa de jogos, uma espécie de mini casino e pelo chão multiplicavam-se os papéis de apostas falhadas dos jogadores. “Eu nunca gostei de jogar nestas coisas. Achei sempre que é um vício complicado, mas algumas pessoas estragam a vida delas nisto”, disse-nos enquanto abria as garrafas de água e enchia os copos. A aposta da sua família em França foi acertada, sem dúvida, mas mais de 40 anos depois mantém-se intacta a vontade de regressar e, em França, Manuel Alves sente que o copo está sempre mais vazio do que cheio. O empresário não esquece as lágrimas que deixou naquela terra batida quando precisou de se despedir da avó e sonha com um regresso desde essa data.

 

Portugueses de Valor 2018: Nomeado Francisco Arvana

 

Todos os anos a Lusopress viaja até Portugal e reúne numa gala única 100 portugueses que se distinguiram nas mais diversas áreas, dentro ou fora do seu país. Este ano não será excepção e os "Portugueses de Valor 2018" serão conhecidos na Figueira da Foz. Meses antes do evento, começamos a revelar os primeiros nomeados deste ano. Francisco Apolinário Baltazar Arvana, estremocense de gema, é um dos responsáveis pela promoção e divulgação de uma região tão rica como o Alentejo.

Francisco é um filho de Estremoz e é precisamente na sua terra natal que constrói um pequeno império. A SEL – Salsicharia Estremocense é a representação do “Sabor do Saber Alentejano” e os seus produtos contemplam não só Portugal como também outros países além-fronteiras.

Portugueses de Valor 2018:Joaquim Filipe

Sentado numa secretária, Joaquim Filipe ia fazendo pequenos malabarismos com uma caneta. Sem escrever uma única palavra, deu-nos a conhecer as linhas que contam a sua história. Viajou até à aldeia que o viu nascer e onde apanhava da terra o que comia. Nunca teve fome, nunca lhe faltou nada, mas confessa que tinha ambição de sobra. “Farejando” novas oportunidades e um futuro melhor, foi parar à cidade das luzes em fevereiro de 1963. Encontrou montes de gelo acumulados nas bermas da estrada de França, enfrentou um dos invernos mais rigorosos de sempre, mas nunca congelou, nem baixou os braços.

Joaquim Filipe manteve-se sempre com as mangas arregaçadas, com a mesma postura que ainda traz hoje. Abdicou talvez dos anos da sua juventude é certo, correndo entre pequenos-almoços apressados, horários e trabalhos para cumprir com reverência, mas aguentou sempre a saudade desmedida, capaz de lhe provocar borboletas no fundo da barriga quando o nome da sua aldeia surgia no imaginário. Hoje olha para trás sem arrependimentos, até porque acredita piamente que o esforço compensa. Quando Joaquim Filipe pousou a caneta, nós escrevemos as suas memórias e os malabarismos que a vida pode implicar

 

Portugueses de Valor 2018: Nomeado José Rodrigues

 

Todos os anos a Lusopress viaja até Portugal e reúne numa gala única 100 portugueses que se distinguiram nas mais diversas áreas, dentro ou fora do seu país. Este ano não será excepção e os "Portugueses de Valor 2018" serão conhecidos na Figueira da Foz. Meses antes do evento, começamos a revelar os primeiros nomeados deste ano. José Rocha Rodrigues, natural de Arcos de Valdevez, tem a correr nas suas veias o gosto pelo associativismo.

Da sua infância recorda o momento em que foi trabalhar para Lisboa, apenas com 12 anos. Atingindo a maior idade emigrou para França. Ao mudar de país confessa que deixou Portugal por razões clandestinas, tudo para fugir ao serviço militar. Apaixonado pela realidade lusitana, José aconselha todos os portugueses a terem orgulho na sua pátria.