26 May, 2019 Última Actualização 4:14 PM, 23 May, 2019

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Lonni Martins

 

Lonni Martins é um exemplo da garra dos lusodescendentes. É filho do empresário Mário Martins, mas não se deixou ficar por aquilo que o pai conseguiu na vida. Nasceu em Paris, onde continua a morar, mas as suas ligações a Portugal são eternas. Lonni Martins divide a sua vida entre a actividade profissional e a sua paixão pelos automóveis. Talvez por influência do pai, que fez campeonatos de França e da Europa de Karting, Lonni desde os seus oito anos que começou a gostar e sentir interesse pelos automóveis. Hoje é piloto automóvel e está presente nas principais corridas da categoria. Paralelamente, concluiu o seu percurso académico e ingressou na empresa do pai, a MRTI, onde aí trabalhou durante seis anos. Com experiência suficiente, Lonni Martins decidiu criar a sua própria empresa, a Trailer Location Service, que presta ajuda na parte técnica dos camiões da MRTI. “Quis-me separar um pouco da MRTI, também um pouco para crescer”. Para além da família, tem muitos amigos portugueses, com os quais mantém uma ligação de proximidade. Está nomeado para os Portugueses de Valor, o que para si significa “um grande orgulho. É um prazer porque eu não sou da geração que veio de Portugal para França para construir uma vida. Eu já nasci com quase tudo, mas tenho as mesmas oportunidades de mostrar que consigo construir algo grande, como o meu pai. Estou contente de ser nomeado”.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Jorge Mendes

 

Jorge Mendes é hoje um conceituado advogado do sul de França, mas as suas origens pertencem a Cascais. Viveu até aos sete anos em Portugal, de onde tem ainda memórias do bairro onde morou, de vizinhos, da sua primeira bicicleta e da escola que frequentou e onde fez a primeira classe. Chegado a França em 1977, foi aqui que deu seguimento ao seu percurso académico. Assume que teve um fácil e rápido período de adaptação a Paris, cidade onde a família se instalou. “Não sofri muito na integração, nunca senti um mau acolhimento. Não me lembro como aprendi a língua francesa, surgiu rápido e de forma natural”. Sempre continuou a falar português em casa, o que lhe permite hoje dominar bem as duas línguas. Foi na região parisiense que fez os seus estudos secundários, mas quis completar o 12º ano em Lisboa, no Liceu Francês. “Permitiu-me descobrir melhor a minha cidade e o mau país, com 18 anos”. No final deste ano, regressa a França, agora para a região sul, onde ingressa numa Universidade de Direito. Saiu com Doutoramento em Direito, tendo lá estado durante nove anos como estudante e assistente universitário, tendo dado aulas durante alguns anos. “Só fui advogado aos 33 anos, com uma média de sete anos de atraso, porque preferi ficar na Universidade a dar aulas”. Quando chegou a hora de abraçar o mercado de trabalho, Jorge Mendes questionou qual a sua diferença perante os outros advogados. “Era a língua. Então comecei a trabalhar com a comunidade portuguesa. Frequentei festas, sardinhadas, bailes, e foi assim que, pouco a pouco, os clientes foram aparecendo”. Hoje, Jorge Mendes tem um gabinete com vários advogados e assistentes lusófonos, em Marselha.

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Virgilio Santos

 

Pinela é uma aldeia e freguesia do concelho de Bragança, lugar onde nasceu Virgilio Santos. Foi aqui que cresceu na companhia do avô, que muito o marcou para a sua vida. Até aos 10 anos viveu junto dele e a ele agradece toda a educação que lhe transmitiu. Partiu de Pinela para França e integrou-se bem, apesar de sempre desejar regressar a Portugal. É em terras gaulesas que tem trilhado o seu percurso profissional, tendo começado por ser mecânico durante seis anos. Depois do serviço militar, passou para a área dos vidros, onde trabalhou para um patrão durante três anos. Ao fim desse tempo, decidiu avançar para a constituição de uma empresa, na mesma área de actividade, juntamente com sócios. Em 2009 assume sozinho a gestão da empresa, que mantém até hoje. Sempre sonhou ter a sua própria empresa, ser patrão de si próprio, e conseguiu. Virgilio Santos tem também um contacto próximo com a associação de Vincennes, apoiando anualmente a instituição. Para si, ser português é a melhor coisas do mundo e afirma ser português com todo o orgulho. Deseja, especialmente para os portugueses que estão espalhados pelo mundo, que continuem a ser unidos e pensem em Portugal, o que de mais considera ter. 

Nomeado Portugueses de Valor 2019: Vitor Martins

 

Vitor Martins nasceu no concelho de São Pedro do Sul e recorda, com nostalgia, a sua infância de aldeia. “Nascer e viver numa aldeia, na infância, é uma sorte e um privilegio, porque nos permite viver num meio calmo, tranquilo, onde toda a gente se conhece e acaba por ser bastante confortável e acolhedor para as crianças. Aprendi desde cedo a saber o que é a partilha e a solidariedade porque cresci com um irmão, e é importante recebermos estes valores em criança”. Vitor começou a trabalhar ainda enquanto estudava, com 23 anos, fazendo estágios de aproximação à vida activa. Fez o primeiro estágio no sector da banca, o que lhe permitiu descobrir o gosto pelo sector bancário. A partir daí procurou, enquanto estudava, novas oportunidades após esse estágio. Teve a sorte de entrar no Millennium BCP em 2005 onde esteve durante cinco anos. Começou como assistente de cliente, depois chegou a gestor de cliente empresas, que exerceu durante dois anos até ter a oportunidade de vir para França, em Janeiro de 2010. Ingressou no Banque BCP para desempenhar funções de animação de relação com o Millenium BCP, “numa altura onde se verificava uma nova vaga de emigração e era importante podermos dinamizar esta actividade. Exerci essas funções até fins de 2013, tendo depois assumido um cargo de direcção do Banque BCP, onde aqui me pude ocupar de tudo o que era distribuição, ou seja, rede de agências, canais digitais que temos à disposição dos clientes e também animar a rede comercial e as forças de vendas sobre diferentes elementos da nossa oferta”.

Nomeada Portugueses de Valor 2019: Fátima Lopes

 

Fátima Lopes nasceu no Funchal e tem levado o nome de Portugal a todos os cantos do mundo. É uma das grandes mulheres portugueses, fazendo jus ao facto de ter nascido a 8 de Março, o Dia Internacional da Mulher. Ainda hoje continua ligada às suas raízes. “Nasci numa ilha maravilhosa, onde as pessoas são realmente amigas. Nasci com sol, amizade, simpatia. Tenho as melhores recordações de infância e adolescência, vivi lá até aos 23 anos”. A sua primeira experiência profissional foi na área do turismo, tendo sido agende viagens e guia turística durante quatro anos. “Foi fantástico, até dizer: já chega, o meu sonho é a moda”. Veio para Lisboa em 1988 e em 1992 lançou a sua marca. São vários os grandes momentos da sua carreira enquanto estilista, mas Fátima Lopes destacou os mais marcantes: “quando lancei a marca num grande desfile no Convento do Beato em Lisboa, numa altura em que ninguém fazia desfiles. Foi uma lufada de ar fresco nesta cidade. Depois, quando comecei a desfilar em Paris pela primeira vez e festejei agora 20 anos na capita francesa. Fui o primeiro português em Paris. Destaco também o desfile do biquini de diamantes, que marcou a minha carreira e mudou a minha vida completamente, porque levou o nome Fátima Lopes ao mundo e faz parte do guiness no ano 2000, como o biquini mais caro do mundo. Realço ainda o primeiro desfile realizado na Torre Eiffel, fui eu que o fiz e não um francês. Fui condecorada pelo Presidente da República, onde recebi uma Comenda da Ordem do Infante Dom Henrique. Tive também uma homenagem maravilhosa na Madeira, onde fiquei sem palavras”.